Os brasileiros estão cada vez menos rígidos com as medidas de isolamento social adotado para conter a pandemia de coronavírus. Isso é o que mostra novo levantamento da série Pnad Covid-19, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (9).

Rigorosamente isolados: 16%

A quantidade de pessoas que cumprem rigorosamente a quarentena caiu para 33,8 milhões nas três primeiras semanas de setembro, 5,1 milhões a menos que em agosto.

Saem só por necessidades básicas: 39,9%

Antes o maior grupo entre a população, aqueles que ficam em casa e só saem por necessidades básicas – como ir ao mercado, à farmácia e pagar contas – somam 39,9% dos brasileiros, cerca de 84,4 milhões de pessoas.

Reduzem o contato, mas saem e recebem visitas: 40,5%

Parcela mais expressiva da população, aqueles que adotaram uma postura mais flexível em relação ao isolamento social representam, hoje, 40,5% da população. Apenas entre a segunda e a terceira semana de setembro, o grupo teve um acréscimo de 2,4 milhões de pessoas, e soma agora 85,7 milhões de brasileiros.

Maria Lucia Vieira, coordenadora da pesquisa, acredita que o aumento na flexibilização levou mais pessoas a forçarem um retorno ao mercado de trabalho: “As pessoas estão, semana a semana, voltando a procurar trabalho ou a trabalhar”.

De fato, o nível de ocupação na terceira semana de setembro chegou a 49,1%, o maior desde o início da série histórica que mede os impactos da pandemia. “O mercado de trabalho já parece mostrar os primeiros sinais de recuperação”, pondera Maria Lucia.

Não adotaram nenhuma medida de restrição: 3,1%

O grupo de pessoas formado por aqueles que não aderiram às medidas de isolamento social permaneceu estável no comparativo mensal, somando 6,5 milhões de brasileiro em setembro.

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