Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta terça-feira, a flexibilização do uso da máscara no Estado, e a medida será encaminhada à Secretária Estadual de Saúde para definição dos parâmetros para o fim da obrigatoriedade de uso da proteção facial.

Pelo projeto aprovado, que será encaminhado para sanção do governador Cláudio Castro, caberá às autoridades sanitárias definir o momento adequado para a flexibilização. Desde o ano passado, estava em vigor uma lei que obriga o uso do equipamento de proteção facial no Rio de Janeiro.

“Vamos flexibilizar vinculando parâmetros epidemiológicos e vacinais. Não vemos risco para a flexibilização para locais abertos. Vamos liberar essa flexibilização somente em cenários considerados baixos e moderados de risco de transmissão ou com 65% da população total ou alvo (acima de 12 anos) com cobertura vacinal“, disse o secretário de Saúde do Estado, Alexandre Chieppe.

Um emenda ao projeto votado nesta terça que sugeria que a flexibilização só pudesse acontecer com ao menos 80% da população com ciclo vacinal completo foi rejeitada. A aprovação do projeto dividiu opiniões entre os parlamentares.

“Estamos passando a péssima impressão de liberou geral. Liberar em locais abertos é um convite para não usarem máscara em locais fechados“, disse à Reuters o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (Cidadania).

A deputada Adriana Baltazar (Novo) disse que muitas pessoas já não estão usando máscara, uma vez que há uma grande parcela da população vacinada. “Já não estou vendo mais muita gente usando máscara e já temos muitos vacinados. Falar o contrário é hipocrisia“, emendou.

A cidade do Rio, que tem 65% da população com ciclo de vacinação completo, apenas aguardava a aprovação da Alerj para editar um decreto com a flexibilização das máscaras.

Segundo especialistas, com o atual nível da pandemia na cidade, já é possível flexibilizar o uso da máscara, mas com cautela.

“Pode se pensar sim, mas mesmo em locais abertos se juntar gente tem que usar máscara para se proteger“, disse a pesquisadora em saúde pública Chrystina Barros, da UFRJ.

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