A American Express comunicou aos funcionários que eles podem continuar trabalhando de casa até o início de setembro. O aviso veio em um momento marcado pela lenta distribuição de vacinas contra o coronavírus na cidade de Nova York, onde fica sua sede.

A AmEx está disposta a ajudar a cidade na campanha de vacinação de seus empregados da mesma forma que atua com a vacina contra a gripe, disse o CEO Stephen Squeri durante um evento organizado pela Bloomberg na quinta-feira (28). Segundo ele, as autoridades não pediram essa ajuda.

“O truque aqui é não ter pressa”, disse Squeri. “Eu não vou empurrar as pessoas de volta para o escritório.”

A AmEx e outras instituições bancárias em Nova York precisaram colocar a grande maioria dos colaboradores para trabalhador de casa no ano passado a fim de conter a disseminação do coronavírus. Mesmo com a chegada de vacinas eficazes, muitos funcionários ainda estão trabalhando remotamente, deixando zonas empresariais em Manhattan quase vazias.

“No início, acho que houve alguns desafios com distribuição e quando começaram a resolver a distribuição, surgiram os desafios de abastecimento”, disse Squeri. “Logística é sempre difícil.”

A AmEx tem discutido abertamente a necessidade de oferecer flexibilidade aos colaboradores porque muitos deles passaram o ano equilibrando o trabalho com a educação dos filhos e a assistência a familiares idosos. Além disso, muitos dependem do transporte público para chegar ao escritório.

Permitir que os funcionários trabalhem de casa até o Dia do Trabalho (comemorado nos EUA na primeira segunda-feira de setembro) dará à AmEx a chance de monitorar a velocidade de distribuição das vacinas, afirmou Squeri em memorando enviado ao quadro de pessoal esta semana. A firma ainda estuda como ficará o local de trabalho no futuro.

“Estamos adotando uma abordagem cuidadosa e elaborando um plano”, afirmou Squeri no memorando. “Minha maior prioridade é que todos se sintam cuidados e não se sintam pressionados a vir ao escritório.”

Squeri caracterizou este ano como de transição, no qual a firma continuará lidando com uma pandemia que derrubou o volume de compras feitas com seus cartões de crédito. A AmEx acelerou esforços para conquistar novos clientes nos últimos meses, após recuar nessa frente no início da crise.

Com a equipe do presidente Joe Biden tomando as rédeas do governo americano, Squeri disse ter esperança em uma era de menos rancor político. Ele também espera uma melhora do relacionamento com a China, onde a AmEx está focada em expansão.

“Esperamos que as cabeças mais frias prevaleçam, que tenhamos um alívio da tensão com a China e que sejamos capazes de continuar crescendo”, acrescentou o executivo.

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