Quando escutamos sobre o metaverso, imediatamente nos remetemos aos óculos de realidade virtual, sensores de movimento, e toda aquela parafernalha digna do filme Matrix ou Minority Report.

Na realidade, o metaverso não é nada disso. Trata-se de um experimento falho que algumas empresas insistem em jogar dinheiro fora há mais de 2 décadas.

Se você já leu o livro “A Startup Enxuta” de Eric Ries, provavelmente lembra que ele cofundou a rede social IMVU em 2004, que utilizava bonecos (avatares) em salas de conversa.

Afinal, o que é o metaverso?

Metaverso é um hype, uma ideia de que é possível interagir, fazer compras, e até mesmo trabalhar num ambiente virtual. Óbvio, quanto maior a imersão, mais fácil é para o cérebro assimilar esta realidade alternativa.

Uma reunião no Zoom não é uma experiência no metaverso, pois não existe um “mundo virtual” próprio onde as pessoas podem caminhar, sentar em um computador, dirigir carros virtuais, ou conhecer lugares incríveis que só existem na tela do computador ou óculos 3D.

Por que o metaverso voltou à moda?

O metaverso não “voltou”, pois nunca esteve presente em nossas vidas, e muito provavelmente, apesar dos bilhões de dólares investidos, vai ficar restrito para alguns usos.

Nesse sentido, o mundo dos games sempre foi o mais próximo desse ambiente. Se você tem algum parente ou amigo adolescente, sabe que eles passam horas imersos em experiências no Minecraft, Fortnite, e CounterStrike.

Alguns chegam a utilizar joysticks especiais, duas telas no computador, e headset gamers para se comunicar. Não bastasse, possuem bonecos (avatares) customizados, e conseguem realizar tarefas muito próximas do mundo real.

O metaverso pode ser utilizado no trabalho?

É provável que seu computador pessoal ou notebook não seja uma máquina exatamente poderosa. No entanto, se você abrir uma janela do navegador e acessar remotamente um servidor, consegue mover a seta do mouse e digitar num “teclado virtual” que, efetivamente, não existe.

Qualquer um consegue fazer isso através dos softwares TeamViewer ou Anydesk. No entanto, se você utilizar este serviço através de um ambiente virtual, que pode ou não envolver óculos 3D, isso passa a ser metaverso.

Abaixo temos uma imagem criada pelo OVR Toolkit, um aplicativo da plataforma Steam.

Em resumo, a única diferença é a experiência imersiva, pois todo o resto já é feito de forma “virtual”, especialmente após as pessoas passarem a trabalhar remotamente.

Como o NFT entra no metaverso?

Se o objetivo é uma imersão num mundo virtual, nada mais justo do que dar ao usuário a liberdade para customizar seu boneco (avatar), estação de trabalho, e até mesmo, ter controle sobre suas criações nesse ambiente.

Para estas funções, o NFT funciona perfeitamente, atuando como um “cartório virtual”, assegurando a propriedade de determinado item neste Metaverso. Não confundir o registro com o direito de imagem ou royalties.

Como as criptomoedas se integram ao metaverso?

Vamos imaginar uma sessão virtual de um psicólogo, que neste caso específico, criou um ambiente para simular conflitos domésticos.

O paciente nunca viu o terapeuta no mundo real, e nem sabe se o mesmo é um homem, mulher, ou um programa de computador. Portanto, se este deseja manter anonimato, as criptomoedas oferecem uma oportunidade perfeita.

Nem todos possuem conta bancária, ou meios de realizar micro-transações internacionais. Pense bem, se o seu cartão de crédito não deixa você usar o SportingBet para apostas esportivas, por que iria liberar suas compras no Metaverso?

E quanto aos tokens de metaverso?

Já existem dezenas de projetos, alguns com valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares, que lançaram seus criptoativos. Destacam-se: Decentraland (MANA), The Sandbox (SAND) e DVision Network (DVI).

No entanto, é incorreto afirmar que esses aplicativos oferecem uma experiência imersiva, ao menos no presente momento. Óbvio que há promessas miraculosas de integração com o mundo real, parcerias com empresas, e vendas de “terrenos virtuais” na casa dos milhares de dólares.

Tudo é possível quando você tem Venture Capital, o investidor de risco, disposto a bancar a brincadeira, incluindo marketing e equipes renomadas com experiência na área. Enfim, não sou expert no setor para poder afirmar que determinado projeto é ou não hype puro.

O que deve ficar claro é que nada disso compete com o Bitcoin, e não há indícios de que o metaverso irá acelerar a adoção de criptomoedas.