Em julho de 2021, 1.500 empresas nos EUA foram vítimas de ataques ransomware – um tipo de ataque onde o bandido invade os computadores e criptografa os dados tornando-os ilegíveis, e pede um resgate para “dar a senha”, ou seja descriptografar.

No Brasil notícias recentes sobre ataques à CVC, Renner, Fleury, Tribunal de Justiça do RS, mostram que isto é um fenômeno global. Se os grandes sofrem, imagine quantas empresas menores sofreram e ainda vão sofrer com isto.

ANTES DO EVENTO:

Certamente é melhor prevenir do que remediar. Portanto, as empresas precisam ter mais maturidade no uso de tecnologias. Até porque, sem tecnologia, ninguém vai conseguir ter negócio algum. Ou seja, achar que não utilizar tecnologia é a solução é, na verdade, miopia estratégica. Não podemos esquecer que quem faz o mal não é a tecnologia, mas as pessoas más (que conhecem tecnologias mais que aqueles que fazem o bem deveriam conhecer).

Conclusão:  Você precisa saber mais de tecnologia que o bandido – e não menos.

DURANTE O EVENTO:

Muito se discute se uma empresa atacada deveria ou não pagar o resgate. Fácil dar uma opinião, mas difícil deve ser estar nesta situação. Imagina se você tivesse um filho sequestrado. Tente imaginar qual seria a sua atitude. Isto me faz lembrar do livro Never Split the Difference que narra o Método de Ackerman – do policial do FBI que negociava com os sequestradores.

Conclusão:  Todo gestor precisa ser um grande “negociador” – seja para lidar desde ataques cibernéticos, até manter seu time engajado – pois ele/ela sempre terá que lidar com eventos inesperados.

FUTUROS EVENTOS:

O mundo foi abalado pela COVID, e eu acredito que mais fenômenos de grande impacto vão ocorrer em breve. Não é ameaça ou pessimismo, pelo contrário, apenas uma observação que seguimos evoluindo. Eu ainda prefiro um ataque ransomware a um bando altamente armado atacando uma cidadezinha indefesa e causando vítimas fatais.

Sem conclusão: possivelmente a próxima “covid” será uma cyber-Covid. E o que você irá fazer no dia que a internet parar?

E vem aí a cibercovid: O dia que a Internet parou!