Investir ou abrir o próprio negócio, qual será a melhor opção para acelerar a chegada da liberdade financeira? Trago para essa conversa um pouco da minha experiência pessoal com ambas as opções e, alerta de spoiler, a resposta não é nada óbvia.

Investimentos financeiros

Investir é usar o seu dinheiro para obter retornos financeiros através da compra de ativos. Bons investimentos proporcionam rentabilidade que, ao longo do tempo, aceleram o atingimento dos nossos sonhos e objetivos. Para quem ainda tem certo receio sobre esse tema, é preciso lembrar que dinheiro parado na poupança ou conta corrente não só não rende como também perde poder de compra perante a inflação.

Para construir uma boa carteira de investimentos, é preciso conhecer as opções disponíveis no mercado, sempre levando em consideração, pelo menos, os seguintes fatores:

  • Perfil de investidor: conhecer o seu perfil de investidor é primeiro passo de todos. Basicamente ele é classificado entre conservador, moderado ou arrojado.
  • Risco: menor rentabilidade e menor risco ou maiores possibilidades de retorno com maior risco? (Um investidor conservador encontrará produtos com diferentes riscos dentro da renda fixa e ainda assim, adequados para seu perfil).
  • Prazo: curtíssimo prazo (até um ano), curto, médio ou longo prazo, ou ainda, longuíssimo prazo (mais de dez anos)?
  • Liquidez: imediata, quando os recursos podem ser resgatados a qualquer momento pelo investidor ou sem liquidez, quando apenas se tem acesso ao dinheiro no prazo de vencimento do título?

Há bons produtos na renda fixa (tidos como mais seguros, porém que oferecem rentabilidades menores) e na renda variável (rentabilidades atraentes porém com mais risco e nenhuma garantia) que são plenamente capazes de gerar renda passiva ao investidor, mas é preciso alinhar as expectativas sobre o “poder da rentabilidade” dos investimentos, pois como explico a seguir, grandes retornos não farão milagres frente a um baixo capital investido.

O retorno de 500% sobre zero é zero.

Verdade cruel: de muito pouco adiantará o investidor buscar o superinvestimento se tiver baixo capital para investir.

Para quem ainda tem poucos recursos, a melhor sugestão é investir em si mesmo primeiro. Usar esses recursos para adquirir conhecimento e desenvolver habilidades que contribuirão para um aumento de receita de forma mais rápida, como uma promoção ou troca de emprego, é mais indicado do que fazer aplicações financeiras nesse momento.

Então empreender é a saída?

Empreender permite gerar ganhos talvez mais rapidamente do que algumas aplicações financeiras, mas é preciso atentar que essa atividade demandará horas e horas diárias (e tempo é dinheiro, não é?) além de exigir conhecimentos específicos e recursos financeiros, como os destinados a capital de giro e aquisições.

Na vida real, empreender carrega riscos e é um mito acreditar que os retornos do negócio serão certos. Muitas vezes, o empreendedor toma um crédito alto no mercado para viabilizar seu projeto, o que o deixa fragilizado e com alto comprometimento financeiro no longo prazo (lembra que eu traria minha experiência pessoal aqui? Então.)

Para os desejosos a iniciar um negócio, minha principal sugestão é: conheça onde você está entrando. Quais são os riscos, como é o mercado, quem são os clientes e quanto estão dispostos a pagar em troca do seu serviço ou produto, qual o faturamento ideal para gerar a receita mínima que mantenha o negócio de pé é o mínimo que precisa ser feito. Se isso tudo te desanimou, você pode usar o método que me ajuda até hoje a empreender no mercado de educação financeira: o método Jack, que é composto em dividir o plano de empreendedorismo em partes (sim, se você tem mais de 40 anos, entenderá a referência, que receio ser politicamente incorreta nos dias atuais). De qualquer forma, um planejamento financeiro da pessoa física e da futura pessoa jurídica é essencial.

Conclusão

Investir e empreender são coisas que podem coexistir e digo isso por experiência própria. Meus investimentos financeiros são feitos com objetivos diferentes dos relacionados à minha atuação como empreendedora no mercado de educação financeira, mas as estratégias se complementam. Enquanto os investimentos financeiros fazem com que o dinheiro trabalhe para mim, empreender me garante uma geração de receita que acelera o acúmulo de patrimônio e me alimenta a alma de educadora financeira ao descomplicar as finanças pessoais para o grande público.

Investir e empreender podem atuar juntos em prol de uma vida financeira rica e saudável. Pesquise, estude e dê o seu melhor. O resultado virá, acredite.

Um beijo e nos vemos no próximo conteúdo sobre finanças pessoais. Até mais!