Bolsa em queda, investidores que perdem tudo, oscilações que chacoalham o mercado e grandes tragédias financeiras na vida de famosos estão na mente de todos que dizem “ter medo de investir”.

Mas veja bem: o medo é de perder dinheiro, não de multiplicá-lo através de investimentos seguros e menos arriscados. Explico.

Temos medo do que não conhecemos

É o medo do desconhecido que nos protege de fazer algumas barbeiragens por aí (inclusive as financeiras), e sentir um pouco de medo é saudável, mas, a partir do momento em que vamos conhecendo como os investimentos funcionam, seus tipos e riscos, a ansiedade vai dando espaço para certa tranquilidade durante as tomadas de decisão.

Há várias ferramentas disponíveis para o investidor adquirir conhecimento de qualidade: conteúdos pagos e gratuitos de todos os tipos (dos mais irreverentes aos mais “caretas”), simuladores de investimentos e calculadoras de rentabilidade e blogs de corretoras são algumas delas.

Dinheiro parado também deveria causar medo

“Ah, Carol, mas eu não corro risco se deixar meu dinheiro na poupança.” Será? Dinheiro parado na conta corrente, na poupança ou mesmo dentro de casa está perdendo poder de compra.

Isso quer dizer que as coisas vão ficando mais caras ao longo do tempo e esse dinheiro guardado não tem seu valor atualizado, portanto, durante o período em que o dinheiro ficou numa conta corrente, numa conta poupança ou em uma previdência conservadora, o investidor já está perdendo dinheiro.

Para exemplificarmos melhor, depois de quase 25 anos do Plano Real, uma nota de R$ 100 só vale R$ 16,75. Fica claro a relevância do tema, não?

Quais as opções sem risco?

Existem investimentos seguros para quem não quer correr riscos e atualmente, o Tesouro Selic ocupa o primeiro lugar no ranking dos investimentos mais seguros no Brasil.

Vale a pena o investidor se informar sobre os investimentos garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que funciona como uma espécie de garantia do montante investido em caso de falência da instituição bancária – desde que respeitadas as regras previstas.

Atualmente o FGC garante uma quantia de até R$ 250 mil por CPF por instituição (ou conglomerado financeiro) até um limite global de R$ 1 milhão, válido por quatro anos. Entre os investimentos segurados pelo FGC e que podem proporcionar maior rentabilidade ao investidor, estão as Letras de Câmbio (LCs), as Letras do Crédito Imobiliário (LCIs), Letras do Crédito do Agronegócio (LCAs) e os Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

A boa notícia

Ainda há tempo. Boas oportunidades passadas não voltarão, mas novos investimentos interessantes sempre surgirão. O importante é que você tome a decisão de entender melhor como o mundo dos investimentos funciona, seus riscos e oportunidades e comece realmente a multiplicar seu dinheiro. Há investimentos seguros esperando por você – suas conquistas ficarão mais perto e seu futuro agradecerá, lembre disso.

Um beijo e nos vemos no próximo conteúdo sobre finanças pessoais. Até mais!