Sabemos que pelos menos essas duas condições são essenciais para uma vida financeira saudável: 1) gastar menos do se recebe; e 2) a multiplicação dos recursos através dos investimentos.

Mas, e quanto ao que não devemos fazer? Confundir investimento com especulação e esperar acumular grande volume de recursos para só então começar a investir são alguns dos exemplos que comprovam que saber o que não fazer é tão importante quanto saber o que fazer. Veja só:

1 – Sonhos, objetivos e metas não são a mesma coisa

Todos temos nossos sonhos: viajar, trocar de casa, se aposentar com mais conforto e segurança. Mas enquanto esses desejos não tiverem nome, data e valores (no mínimo!), continuarão sendo apenas sonhos. Como mudar isso? Veja esse exemplo clássico envolvendo uma viagem:

  • Sonho: viajar
  • Objetivo: conhecer a praia “xyz” que fica no litoral de São Paulo, no mês de fevereiro de 2021.
  • Meta: poupar R$ 300,00 por mês pelos próximos 10 meses.

O mesmo raciocínio se estende para todos os outros sonhos que possuímos. Sonha em trocar a casa? Pois para realizar esse sonho, defina seu objetivo: estamos falando de uma casa de qual tamanho, em qual bairro, de qual valor? Quanto isso significa de poupança mensal? Como aumentar as receitas para antecipar a realização dessa conquista? Acredite: transformar seu sonho em dados é a melhor forma de transformá-los em realidade.

2 – Esperar juntar grandes quantias para começar a investir

Um dos grandes pecados financeiros é achar que só vale a pena investir se for aportando grandes montantes. Não caia nessa. O início da vida de investidor está mais relacionado à disciplina de fazer aportes com periodicidade do que ao valor desses aportes. O risco de quem espera acumular grandes valores para só então investir, é o de acabar gastando todo o dinheiro, e assim os investimentos vão sendo infinitamente adiados. Dê o primeiro passo, não importa ainda com quanto.

3 – Confundir investimento com especulação

Entender a diferença entre investir e especular é fundamental. Chamamos de investimentos financeiros os recursos aplicados, em uma instituição financeira ou não, com o objetivo de obter lucro ao longo de um prazo geralmente longo e pré-determinado. Já a especulação é como chamamos as transações de curto prazo que miram exclusivamente nas variações de preço das ações ou papéis. A especulação também tem o objetivo de obter lucro, mas não leva em consideração a qualidade ou a análise dos fundamentos do objeto-alvo do investimento.

4 – Acreditar que só os bons com números têm uma boa vida financeira

Nossa vida financeira está mais relacionada ao nosso comportamento financeiro do que podemos imaginar. Claro que os números são importantes, mas antes de sacar a calculadora é preciso se conhecer financeiramente: você tende a ser mais poupador ou gastador? Conservador ou arrojado? Gosta de pesquisar preços antes de comprar ou prefere aproveitar as oportunidades que aparecem na sua frente sem análise prévia? Um bom planejamento financeiro sabe considerar seu “eu financeiro” e é capaz de apresentar propostas numéricas que o considerem, seja para reforçar os comportamentos positivos ou para que você evite os negativos.

E ainda, se você acredita que não é bom como gostaria com números ou então, simplesmente não tem afinidade com o tema, planilhas automatizadas e aplicativos surgiram justamente para facilitar a nossa organização e controle financeiro.

5 – Renegar o planejamento financeiro, afinal, ele é só para os muito ricos (ou muito endividados)

Mito. Planejamento financeiro é para todos: pessoas físicas, jurídicas, privadas e públicas. É o planejamento financeiro que mostrará a você as melhores estratégias para que seus objetivos sejam atingidos; pode ser para ajudar a sair das dívidas, a fazer investimentos para longo prazo, a deixar um futuro financeiro mais fácil para os filhos, a ter uma vida mais confortável e gratificante agora, por que não?

Planejamento financeiro é absolutamente capaz de ajudar no presente, afinal, ninguém merece trabalhar todos os dias para, ao final do mês, não “ver a cor do dinheiro” e ter a sensação de viver para pagar boletos, não é?

Um beijo e vejo você no próximo conteúdo sobre finanças pessoais. Até mais!