Você já ouviu falar em inteligência emocional?  A consultora Verônica Ahrens, especialista em desenvolvimento de liderança e aprendizagem organizacional, diz que essa é a principal competência que o profissional do futuro precisará ter para enfrentar os desafios que se impõem com a nova realidade das corporações. Segundo ela, os profissionais que são contratados apenas pelas competências técnicas podem não seguir adiante dentro das companhias se não tiverem inteligência emocional.

Como assim? Verônica diz que é inteligência emocional é a capacidade do indivíduo de ler as próprias emoções e das pessoas e como gerencia tudo isso. “Essa pessoa consegue lidar melhor com as mudanças. Vivemos em um mundo em que a inteligência artificial já é realidade. Quem tem inteligência emocional entende como fica sua emoção dentro dessa realidade”, afirma a especialista.

Explica melhor o que é essa tal de inteligência emocional? A Inteligência emocional, segundo Verônica, se baseia em quatro pilares:

  • Autoconsciência: o quanto noto minhas emoções e meu estado de espírito;
  • Autogestão: quanto me gerencio quando lido com situações de estresse;
  • Consciência social: quanto consigo ler das emoções da pessoa à minha frente;
  • Gestão das relações: como gerencio as relações com as pessoas à minha frente e ao meu redor.

E como saber se tenho inteligência emocional? As pessoas podem se fazer algumas perguntas para identificar a percepção dela sobre seu estado de espírito e dos outros e como gerencia tudo isso. Por exemplo:

Pergunta: Se você está em uma reunião e fica incomodada, consegue identificar se já estava se sentindo assim antes ou foi a partir de alguma coisa que aconteceu na sala?

Análise: Se você percebe que já estava incomodado antes da reunião, é um sinal de inteligência emocional.

Pergunta: Como você reage quando apresenta uma ideia e um colega te interrompe e diz logo de cara que isso não vai dar certo?

Análise: Se você reage intempestivamente, já xingando, é um mau sinal. Verônica diz que você está reagindo em vez de gerenciar a situação. Uma boa forma de responder a isso é perguntar ao colega por que ele acha que a ideia não é boa, se ele tem fatos concretos para embasar o que diz.

Pergunta: Seu chefe ou colega está num dia ruim, dando patada nas pessoas. Você acha que é algo que você fez ou pode ser algo com ele?

Análise: Pode ser que o mundo não gire ao seu redor e que o seu colega ou chefe estejam apenas em um dia ruim. Se tiver abertura, chame para conversar, pergunte para a pessoa o que está acontecendo – de preferência, em privado.

Pergunta: Você recebeu uma péssima notícia no trabalho: foi demitido. Como você responde a isso?

Análise: Se você ficar muito chateado, quiser chorar ou xingar, talvez seja melhor pedir para ir embora e conversar depois sobre aquele assunto. Dizer que aquele lugar é um lixo ou que o chefe é péssimo não vão abrir portas para ninguém. “Saber responder nem sempre é responder imediatamente. Pode ser mais inteligente não responder no momento e esperar para responder a essa situação de uma forma melhor”, diz Verônica.

E como a inteligência emocional pode te ajudar? A especialista diz que no mundo atual as pessoas trabalham cada vez mais por projetos, com equipes diferentes. “É cada vez mais importante saber ler o outro, fazer a leitura de si e gerenciar as emoções.”

Também ajuda na carreira? Principalmente. “A gente vê muito profissional que entra na empresa pelo conhecimento técnico. Mas o que vai fazer com que ele fique é o lado comportamental. E está cada vez mais fácil procurar indicações do passado dos profissionais, saber se ele é uma pessoa fácil de lidar, se teve algum problema naquela organização”, afirma Verônica.

Isso também pode ajudar as empresas? A especialista diz que sim. O profissional com inteligência emocional vai ter entregas melhores, vai coordenar melhor trabalhos com equipes diferentes. “Isso constrói um clima melhor dentro das empresas. E o profissional trabalha melhor, com um emocional mais equilibrado.”

E quem não tem inteligência emocional? Dá para adquirir? Ela afirma que sim. “A inteligência emocional é uma competência, por isso é possível desenvolvê-la. Tem ferramentas que ajudam nesse desenvolvimento, como meditação”, afirma Verônica.

A especialista participará do RD Summit 2019, com a palestra Inteligência Emocional: a competência do profissional do futuro. O RD Summit, que acontece de 6 a 8 de novembro em Florianópolis (SC), é o maior evento de marketing e vendas da América Latina.

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