O que os trabalhadores mais procuram adquirir de capacidades profissionais? E as empresas, que habilidades elas buscam nos seus funcionários ou naqueles que serão contratados?

Para responder a essas perguntas, a Udemy, maior marketplace de ensino online do mundo, com mais de 130 mil cursos e mais de 40 milhões de alunos, encomendou um estudo à consultoria Deloitte.

O estudo “2020 Workplace Learning Trends Report”, recém-concluído, mapeia as tendências globais e aponta as capacidades mais valorizadas, de acordo com a área de atuação das companhias.

Seguem algumas das principais conclusões:

Treinar os funcionários que já estão na companhia em vez de substituí-los por outros com as habilidades necessárias se torna cada vez mais frequente e custa menos, diante da disputa acirrada no mercado de trabalho por mão-de-obra qualificada. Um dos casos mais conhecidos é o da gigante de telecomunicações americana AT&T, que submeteu 180 mil funcionários a um programa de requalificação para lidar com as novas tecnologias. Segundo o estudo da Udemy com a Deloitte, 2 em cada 3 empresas possuem algum programa formal ou informal de treinamento.

E como funcionam os programas? “Depende das necessidades das companhias. O gestor pode querer observar a aplicação prática de uma habilidade tecnológica específica, como armazenagem de dados na nuvem, no dia a dia. E daí vai preferir que o treinamento ocorra no ambiente de trabalho”, diz Sérgio Agudo, diretor da Udemy para a América Latina. “Mas se for uma habilidade menos específica, como um curso de mindfulness para ajudar no foco, por exemplo, ele pode liberar o funcionário para o treinamento em sua casa”, afirma o executivo.

A capacitação tecnológica dos funcionários é a prioridade nas companhias: 52% dos líderes de Learning & Development (L&D), área das companhias dedicada ao treinamento dos profissionais, responderam que habilidades ligadas à tecnologia, como ciência de dados e programação, são a prioridade para 2020. Outros 11% disseram que as chamadas habilidades emocionais, as soft skills, como inteligência emocional e gestão de conflitos, serão prioridade. E 24% declararam que todas as competência são igualmente relevantes.

A seguir, as 10 habilidades de tecnologia mais populares para 2020:

  1. Python
  2. React (web)
  3. Angular
  4. Machine learning
  5. Docker
  6. Django
  7. CompTIA
  8. Amazon AWS
  9. Deep learning
  10. ReactNative (mobile)

O estudo também aponta quais as competências emocionais (as soft skills) que mais devem crescer em 2020, a partir da demanda verificada neste ano e em 2018. Veja a lista:

  1. Mentalidade voltada para o crescimento (growth mindset)
  2. Criatividade
  3. Foco
  4. Inovação
  5. Habilidades de comunicação
  6. Storytelling (saber contar histórias)
  7. Conhecimento de cultura
  8. Pensamento crítico
  9. Liderança
  10. Inteligência emocional

E quais são as tendências globais de aprendizado no ambiente de trabalho? O estudo da Deloitte com a Udemy selecionou 5 grandes tendências:

  1. IA (Inteligência Artificial) se torna “mainstream”: 2020 será o ano em que a IA será amplamente adotada. Isso acontece em diferentes áreas. Na área de marketing, para entender o comportamento do consumidor e customizar ofertas; em recursos humanos, para recrutar, avaliar e entrevistar candidatos. Departamentos financeiros utilizam inteligência artificial para descobrir como reduzir custos.
  2. Promoção do ser humano: A automação no ambiente de trabalho é uma realidade. Isso vai abrir espaço para reforçar os pontos fortes das pessoas, como criatividade, inteligência emocional e storytelling. O ano de 2020 será o início de um período para explorar melhor e ao máximo a capacidade humana.
  3. Requalificação dos funcionários: A dificuldade para encontrar bons profissionais no mercado de trabalho tem levado muitas empresas a repensar a estratégia para ocupar as vagas abertas: requalificar o funcionário que já está na empresa pode se mostrar mais eficiente — e custar menos dinheiro — do que entrar na disputa pelos que já estão empregados.
  4. Cultura movida a dados: Cada vez mais empresas buscam construir uma cultura que leva o conhecimento em dados para a tomada de decisões, para tomar proveito do big data e da inteligência artificial. Exemplos: profissionais das áreas de marketing e de vendas estão mais familiarizados com o uso de dados.
  5. Fenômeno global: Cresce o número de países que buscam requalificar os seus profissionais para as habilidades tecnológicas mais cobiçadas pelas empresas.
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