Com quem os funcionários preferem falar sobre saúde mental no trabalho? Não, não é com seu gestor direto, segundo pesquisa realizada pela Oracle e Workplace Intelligence com mais de 12 mil pessoas em 11 países.

Questionados sobre o tema, 68% disseram que preferem o robô ao gerente na hora de conversar sobre estresse e ansiedade no trabalho. Entre os brasileiros, esse percentual é de 64%.

Por que essa preferência por robôs? O que a pesquisa indica é que os profissionais ainda não se sentem muito confortáveis para falar saúde mental no ambiente no trabalho.

Na hora de falar sobre as vantagens do robô, elas citaram a imparcialidade, por exemplo. Veja:

  • Zona livre de julgamento: 34%
  • Imparcialidade: 30%
  • Fornecem respostas rápidas a questões de saúde: 29%

Mas isso significa que as pessoas não querem mais falar com humanos? Não, não é isso. A maioria das pessoas (86% entre os brasileiros) está aberta a ter um robô como terapeuta. Mas só 14% preferem humanos a robôs para apoiar sua saúde mental. Ou seja, as pessoas não querem trocar os terapeutas de carne e osso por máquinas.

Mas já dá para falar com robôs? Sim. Uma das empresas que oferece esse serviço é a Vitalk, que tem um app de bem-estar emocional.

E como o app funciona? Michael Kapps, cofundador e CEO da Vitalk, explicou ao 6 Minutos que o app tem duas opções de atendimento: uma gratuita e outra paga.

Na versão gratuita, o app manda mensagens ao usuário perguntando como ele está se sentindo e oferece conteúdos sobre meditação, relaxamento e outros temas. Na versão paga, o atendimento é feito via chat por uma psicóloga de verdade.

Qual o custo desse atendimento com a psicóloga humana? No app da Vitalk é de R$ 20 por consulta.

“Não queremos tirar o mérito ou competir com o atendimento cara a cara. O atendimento com chatbot é positivo à medida que é a porta de entrada para pessoas que nunca teriam ido a um psicólogo. É muito caro pagar a hora de um ser um humano, por isso esse tipo de serviço ainda é tão elitizado”, afirma Kapps.

Por isso, segundo ele, é preciso recorrer à tecnologia para oferecer opções de atendimento a quem não pode pagar por uma consulta. “Tem um monte de gente sofrendo que não tem dinheiro para pagar uma consulta.”

O atendimento cresceu? Sim. Segundo Kapps, o número de usuários do app saltou de 40 mil para 200 mil em quatro meses.

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