O Brasil criou 1.536.717 vagas com carteira assinada no primeiro semestre deste ano, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (29). Foram 9,588 milhões contratações frente a 8,051 milhões demissões no período.

O setor de serviços foi o campeão do período, com a criação 631.613 vagas. Outros destaques foram indústria (340.237) e o comércio (234.209). Ao longo de 2020, os serviços foram um dos mais prejudicados pela pandemia, com o fechamento de 507.708 mil vagas no 1º semestre, e agora dá sinais de recuperação.

“A criação de empregos seguirá exibindo resultados sólidos nos próximos meses, como reflexo da reabertura da economia, da demanda doméstica firme, do aumento da confiança do empresariado e da nova edição do programa BEm (Benefício Emergencial para Manutenção do Emprego e da Renda)”, avalia Rodolfo Margato, economista da XP.

Com os dados divulgados hoje pelo Caged, o economista projeta que, ao final de 2021, o país terá criado 2,18 milhões de empregos formais.

Resultado de junho

Em junho, foram abertas 309.114 vagas com carteira assinada em junho deste ano – foram 1.,601 milhão contratações e 1,291 milhão demissões no período.

O setor de serviços foi o principal responsável pelo resultado, com a criação de 125.713 vagas. O salário médio de contratação no mês foi de R$ 1.806,29.

E como está o desemprego no país? O principal indicador que mede o nível de desemprego é a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em junho, o país tinha 14,8 milhões de desempregados.

A Pnad e o Caged têm metodologias diferentes: enquanto o Caged mede o nível de emprego com carteira assinada, a Pnad inclui outros dados como trabalho informal e autônomos.

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