Ainda faltam oito meses para que a nova lei geral de proteção de dados pessoais, conhecida como LGPD, entre em vigor. No entanto, a necessidade das empresas em se adaptar para proteger as informações de consumidores e parceiros estimulou a criação de uma nova posição.

Trata-se do DPO (Data Protection Officer) ou diretor de proteção de dados, uma dos 38 tipos de profissionais que estarão entre os mais buscados para 2020, segundo o PageGroup. Na estimativa da empresa — que engloba as consultorias Michael Page, Page Personnel, Page Executive e Page PCD —  o salário de quem for contratado deve ficar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil mensais.

Se interessou? “Importante que o profissional tenha visão interdisciplinar, englobando governança de tecnologia, segurança da informação e cyber segurança, além de entender sobre a nova legislação que entrará em vigor. Além disto, importante que seja um bom comunicador para se relacionar com autoridades e profissionais de dados”, orientam os especialistas.

No rol de funções especialmente em alta, aparece um segmento bastante específico e muito especializado, o de óleo e gás. O ciclo de leilões promovidos em 2019 pela Petrobras vai provocar uma demanda intensa no setor petrolífero, com destaque para geofísicos, geólogos e engenheiros de reservatório. O salário pode chegar a R$ 42 mil na conta todos os meses.

Achou pouco? Podendo ganhar até R$ 50 mil, nas estimativas dos consultores de carreira, executivos de mercado interessados em liderar equipes de desenvolvimento sustentável serão buscados. “A sociedade anseia por empresas que contribuam/invistam com o desenvolvimento socioambiental, não só das regiões onde são atuantes, mas também da sociedade de uma forma geral”, afirma o PageGroup.

Mas são funções muito específicas. E para quem fez os cursos mais comuns? A expectativa da PageGroup para o mercado de trabalho é, em geral, positiva. Segundo Ricardo Basaglia, diretor-geral das consultorias Michael Page e Page Personnel, “a chave deve virar” da contratação que substituía para reduzir custos para a a contratação que visa expandir os negócios.

“Neste momento a procura será diferente, pautada na contratação de executivos com mentalidade de crescimento e atenção total aos clientes, na experiência do consumidor. A leve reação econômica nos mostra que as empresas devem voltar a contratar profissionais que até pouco tempo não estavam no radar delas”, diz Basaglia. “Alguns setores, como TI, Finanças e Vendas, continuam com boa demanda executiva”.

Setores aquecidos. Relacionada ao setor de TI, a tão falada carência por profissionais de tecnologia no Brasil já está provocando uma expansão em outro setor, o RH. Especialistas na aquisição de talentos, com foco em tecnologia, serão os mais buscados dos departamentos pessoais e podem ganhar até R$ 20 mil por mês.

Além dos já citados diretores de proteção de dados, profissionais ligados a automação robótica de processos, envolvendo ferramentas inteligência artificial, e desenvolvedores de aplicações web e móvel, com conhecimento de programação, serão bastante buscados em 2020.

Um bônus, aí já encaixado dentro do setor de marketing das empresas, são os executivos capazes de promover a transformação digital das empresas, adaptando processos existentes às novas tecnologias e ferramentas.

Em finanças, destaque fica para gestores experientes em planejamento financeiro, para dar os primeiros passos ao crescimento sem comprometer o saneamento alcançado durante a crise, e profissionais especializados em fusões e aquisições.

Já em vendas, buscam-se profissionais com experiências e competências relacionadas aos setores de tecnologia e bens de consumo. Além dos conhecimentos técnicos, as empresas estarão de olho em fatores como inteligência emocional, alta capacidade de influência e ótimo relacionamento interpessoal.

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