Os petroleiros avisaram a Petrobras que iniciam neste sábado (26) uma greve por tempo indeterminado em protesto contra a falta de fechamento do acordo coletivo da categoria. Apesar da definição de uma data, a categoria ainda pode renegociar de última hora um acordo com a estatal.

Por que começar uma greve no sábado? O coordenador geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), José Maria Rangel, disse que é o método de paralisação dos petroleiros é esse: parar primeiro a área operacional (refinarias, plataformas, terminais) e depois os setores administrativos. “A gente para o operacional, deixando preparada a paralisação para o pessoal do administrativo na segunda-feira”, disse ele.

E por que a greve? Rangel afirmou que a categoria quer renovar o acordo coletivo, que possui cláusulas de proteção à empregabilidade. Uma dela, por exemplo, garante a realocação do funcionário.

Não é por reajuste? A proposta do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que assumiu a negociação desde o início, prevê o pagamento do 70% do IPCA. Rangel disse que em tempos de inflação baixa, o reajuste não é o mais importante. “Os petroleiros atingiram uma maturidade tal, que o reajuste fica em segundo plano quando se tem um processo de inflação baixa. Agora, a disputa é por mais direitos, pela empregabilidade.”

Mas dá tempo de reverter a greve ainda? Sempre dá. A FUP recorreu ao MPT (Ministério Público do Trabalho) para mediar o impasse. No documento encaminhando, avisa que enviou ao TST uma proposta de melhoria do acordo, mas que a Petrobras não quis retomar o diálogo.

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