Você sabia que existe um profissional especializado em felicidade no trabalho? É o CHO (Chief Happiness Officer), uma espécie de facilitador da felicidade dentro da empresa. Contar com um  especialista desse tema pode fazer a diferença em momentos de crise como agora, quando o home office se torna um desafio para a cultura das corporações e para o engajamento de seus funcionários.

Mas quem é CHO? Apesar da nomenclatura, o CHO não é um cargo C-level, como CEO, CFO ou CTO. Aliás, não precisa nem haver um cargo de CHO. É mais um papel que pode ser ocupado por qualquer funcionário da companhia com especialização em felicidade corporativa. “Pode ser um cargo ou papel que algumas pessoas assumem. Vai ser alguém responsável por medir, implantar e promover a felicidade no trabalho”, diz Renata Rivetti, especialista em felicidade corporativa e fundadora da Reconnect – Happiness At Work.

Embora seja mais comum que o CHO seja alguém de Recursos Humanos, Renata afirma que pode ser um colaborador de qualquer área. “Pode ser qualquer líder, alguém que tem influência sobre a gestão de equipes.”

O que é felicidade no trabalho? Renata diz que isso não significa que é preciso ter as pessoas sorrindo o tempo todo. O conceito envolve outras questões, como satisfação, engajamento, senso de pertencimento à empresa.

“A gente precisa desmistificar que felicidade é ter pessoas sorrindo o tempo inteiro. É lógico que sorrir é bom, mas não é a única coisa”, afirma Renata.

Segundo ela, a felicidade corporativa traz para o colaborador o sentimento de que está trabalhando na área certa, no local certo. “O profissional enxerga os valores da empresa, se sente engajado e se torna um influenciador: fala bem da companhia para quem conhece.

Por que falar ter esse profissional pode fazer a diferença? Renata diz que discutir a felicidade corporativa nunca foi tão necessária como agora, em que temas como Burnout e desengajamento preocupam as organizações. Prova disso é que que o bem-estar físico e mental do funcionário faz parte das políticas de saúde de vários empregadores.

“A felicidade não é utópica ou supérflua. Ela é a base para um ambiente de trabalho mais saudável. Ela aumenta a produtividade, engajamento, inovação. O funcionário feliz se relaciona melhor com os colegas e com os clientes”, diz Renata.

Pesquisa sobre capital humano realizada pela Deloitte mostra que as principais tendências apontadas no Brasil foram:

  • Ética e futuro do trabalho (95%)
  • Promover um sentimento de pertencimento aos funcionários (93%)
  • Forças de trabalho multigeracionais (91%)

A pesquisa mostrou ainda que quase todos os entrevistados (96%) dizem que o bem-estar é uma responsabilidade organizacional. Mas ainda há muito a se fazer nessa área. De acordo com a pesquisa, 91% dos entrevistados brasileiros consideram o bem-estar importante para o sucesso de sua organização, mas 64% não estão medindo o impacto disso no desempenho da corporação.

E como se tornar um CHO? Como já dissemos acima, a empresa não precisa abrir um cargo de CHO. O papel pode ser ocupado por um especialista em felicidade corporativa. A Reconnect fez uma parceria internacional para oferecer a certificação de Chief Happiness Officer a partir de novembro no Brasil.

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