Já faz tempo que as empresas utilizam dados de várias origens para fundamentar decisões importantes para seus negócios. O people analytics, que usa a análise de dados aplicada à gestão de pessoas, passou a ganhar cada vez mais importância dentro das corporações.

André Franco, CEO da startup Dialog.ci, diz que as companhias passaram muito tempo olhando para fora (para os clientes e fornecedores) na busca por melhores resultados. Mas uma parcela delas já percebeu que a busca por esses resultados passa pelo entendimento de como estão seus funcionários. E é dentro desse contexto que o people analytics vem crescendo.

“Essa é uma tendência relativamente nova e que vem evoluindo muito. Há uma prepcipação em saber como a empresa se comunica com seus funcionários, como os colaboradores enxergam a empresa, se eles entendem seus propósitos”, afirma Franco.

Por que esse interesse? Segundo ele, o nível de engajamento do funcionário reflete diretamente nos resultados da companhia. “Entender melhor o propósito da empresa cria no colaborador um senso de pertencimento. A pessoa fica mais motivada, mais produtiva.”

Outra consequência desse engajamento maior é que as pessoas ficam mais tempo dentro das corporações. “O custo de contratação é muito alto. Há um custo de treinamento e tempo até o novo funcionário atingir o ritmo do anterior. Se a rotatividade cai, a empresa economiza.”

Que dados que são analisados? Dados como motivação, satisfação e engajamento dos funcionários com a cultura da empresa. “Ter medições de como está a relação com o colaborador ajuda a empresa pra tomar ações para deixar a relação mais saudável”, afirma Franco.

Qual o risco de não medir esses dados? Para Franco, empresas que não sabem como está a satisfação de seus funcionários são como aviões sem sensores. “Esse avião pode perder altitude sem ninguém perceber e uma hora pode cair. Se você tem esse sensor, tem agilidade para corrigir a tempo problemas que podem por em risco seu negócio.”

Como a pandemia afetou esse tipo de análise? Para o CEO da startup, o distanciamento atrapalha na medição de clima dos funcionários. “A presença física é um sensor natural, pois a pessoa está na sua frente e só de olhar você pode perceber que tem algo errado com ela. Como trabalho remoto, a gente pede esse sensor.”

Mas Franco diz que há formas de fazer esse tipo de análise à distância com ajuda da tecnologia. É é aí que entra a Dialog.ci, que tem um app de comunicação interna e RH para empresas.

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