Os efeitos da pandemia na saúde mental foram muito mais fortes para as mulheres do que para os homens. Sobrecarregadas de trabalho, elas deixaram de cuidar de si mesmas e acabaram perdendo a autoestima. Esse é o quadro revelado pela pesquisa “Women’s Forum”, realizada pela Ipsos com entrevistados dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).

Como ficou a saúde mental? De acordo com a pesquisa, 59% das mulheres disseram estar com ansiedade, depressão e/ou esgotamento. Já entre os homens, foram 46%.

E a sobrecarga? A carga mental também é muito mais pesada para as mulheres do que para os homens: 46% acreditam estar fazendo mais do que outros por pessoas fragilizadas ao redor. Entre os homens, são 40%.

Quer mais exemplos? Quase metade das mulheres disse sentir que ninguém as ajuda – entre os homens, esse percentual cai para 39%.

Sem tempo para si mesmas, as mulheres abriram mão do autocuidado. De acordo com a pesquisa, 40% afirmaram ter menos tempo para si próprias, contra 34% dos respondentes do gênero masculino.

Quase metade delas relatou que não consegue dedicar tempo suficiente para garantir que está em boa saúde. Entre os homens, são 43%.

Tudo isso afetou a autoestima delas. De acordo com a pesquisa, 43% das pessoas do sexo feminino disseram que perderam a confiança em si em decorrência da pandemia de Covid-19. Entre os homens, o percentual é de 33%.

Mas não é só nisso que as mulheres estão sendo impactadas. De acordo com a pesquisa, 73% delas afirmaram ter medo do futuro, contra 63% do sexo masculino.

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