Empresas que buscam melhores retornos devem considerar ter uma mulher como executiva-chefe financeira. É o que aponta um estudo que comparou o desempenho de empresas com mulheres no principal cargo nessa área com o período em que que tinham homens nessa função.

Vamos aos números: Empresas que escolheram mulheres para o cargo de CFO (executiva-chefe financeira) tiveram nos primeiros dois anos, em média, um aumento de 6% dos lucros, enquanto o preço das ações subiu 8% em comparação com o desempenho de antecessores do sexo masculino no cargo.

Essas mulheres geraram US$ 1,8 trilhão em lucro acumulado extra, segundo estudo da S&P Global Market Intelligence. Os pesquisadores analisaram 6 mil empresas do índice Russell 3000 nos últimos 17 anos.

Quais as explicações para a diferença? Uma das razões pelas quais as diretoras financeiras teriam desempenho superior ao dos seus colegas se deve ao nível de exigência, disse Daniel Sandberg, diretor sênior de pesquisa quantitativa da S&P Global e autor do relatório.

“A exigência é um pouco mais alta para as mulheres”, disse. “O resultado é que o grupo masculino que é candidato a uma posição executiva é muito demandado, e o contingente feminino é subutilizado.”

A CFO (executiva-chefe financeira) do JPMorgan Chase, Jennifer Piepszak
Crédito: Divulgação

Existem muitas mulheres no cargo de CFO? Os homens superam as mulheres no cargo de executiva-chefe financeira em uma proporção de 6,5 para 1, segundo o estudo.

Mas existem casos conhecidos, como do JPMorgan Chase, o maior banco americano. Desde maio, a CFO é Jennifer Piepszak, que era chefe da divisão de cartões. Ela substituiu outra mulher, Marianne Lake, que ficou seis no principal cargo de finanças do banco e atualmente comanda a área de divisão de empréstimos ao consumidor — Lake é cotada para suceder o atual CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, no futuro.

Grandes investidores como a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, e S&P Global têm exigido mais paridade de gênero nos conselhos corporativos. As mulheres representam metade da força de trabalho, mas ocupam apenas cerca de 5% dos cargos de CEO (presidente-executivo) nas maiores empresas e 25% dos assentos dos conselhos.

Empresas que contrataram uma mulher como diretora financeira tinham cerca de duas vezes mais diretoras. Depois de contratar uma CEO, o conselho tende a aumentar a diversidade nos dois anos seguintes, disse Sandberg.

(Com a Redação)

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