Mentir no currículo é o principal motivo de eliminação de candidatos a vagas de emprego. Por isso, a principal recomendação de especialistas em recrutamento é que a pessoa seja ela mesma. Em outras palavras: não acrescente em seu currículo cursos ou experiências que ainda não teve.

“Não são apenas as informações sobre graduação ou idiomas que são checadas. É possível checar, por meio das referências, se o candidato encabeçou todos os projetos que mencionou”, disse Guilherme Filgueiras, gerente-executivo da Michael Page.

A melhor coisa, segundo ele, é ser honesto. “É melhor dizer que tem graduação incompleta, que não se formou ou que ainda está cursando do que mentir e falar que é graduado. Porque algumas empresas pedem depois o certificado.”

Essa rejeição à mentira foi detectada pelo Índice de Confiança da Robert Half sobre os motivos que fazem um recrutador descartar uma pessoa logo nas primeiras etapas da seleção: foi citada por 35% dos entrevistados.

Ainda nesse campo, Filgueiras diz que outro problema comum é não dar a informação exata sobre o domínio de outro idioma. “Já entrevistei pessoas que diziam que eram fluentes em inglês, mas que no currículo falavam que tinha nível intermediário. Ao ser questionado, o candidato disse que era fluente dentro do nível intermediário. Não pode.”

Existem outros erros? Sim, muitos outros que são decisivos na hora de cortar um candidato. Uma delas diz respeito ao horário. “Seja pontual, não pega bem se atrasar.”

Veja outras situações:

Não demonstrar interesse/conhecimento pela empresa

“Isso é um problema. Tem gente que chega despreparada para a entrevista, sem demonstrar o menor interesse”, diz Filgueiras.

Não fale mal do antigo empregador

Não pega bem entre nenhum recrutador falar mal do antigo empregador.

Não fique falando sobre si mesmo

“Não fique falando que é muito organizado, que as coisas só davam certo por sua causa”, aconselha o executivo.

Não se vista de forma inadequada

“Não existe o jeito certo, tudo depende da empresa e do cargo que a pessoa irá ocupar”, afirma o especialista.

Não leve apresentações

“A menos que seja solicitado, não leve apresentações sobre seus trabalhos para a entrevista. Tem gente que leva notebook, folhetos”, diz ele.

Cuidado com algumas perguntas

“Não pega bem já chegar perguntando sobre salário, jornada flexível e folgas na primeira entrevista. Parece que a pessoa só pensa no lado financeiro, e não no desafio. Muitas vezes, o salário nem entra na primeira entrevista”, afirma ele.

Não atenda ligações ou use o celular na entrevista

Há exceções para essa regra. “Se a pessoa tem um parente internado ou a se mulher está prestes a ter bebê, é só avisar logo no início da entrevista. Tirado essas situações, não use.”

Não seja prolixo

Quem fala demais pode se enrolar ou cansar o entrevistador. Por isso, é melhor ser objetivo na entrevista.

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