O trabalho híbrido, que combina a jornada presencial com a remota, já é realidade em várias empresas. Na Medtronic, os funcionários começaram a voltar ao escritório em meados de dezembro. Esse retorno, como na maioria das companhias que adotaram esse modelo de trabalho, está acontecendo aos poucos e voluntariamente – pelo menos nesse começo.

A Medtronic espera ter 60% dos colaboradores trabalhando no escritório a partir de fevereiro. “Essa é a expectativa. Mas se tem uma coisa que aprendemos com a pandemia é que tudo pode mudar. Até lá, vamos acompanhar a transição do remoto para o híbrido, entender expectativas e prioridades dos funcionários”, disse Claudia Morgental, diretora de RH da Medtronic.

Até a pandemia, os funcionários da Medtronic eram distribuídos em três andares de um prédio da zona sul de São Paulo. Para recebê-los de volta, a empresa fez uma série de reformas. Agora, os colaboradores serão alocados em dois andares do mesmo prédio.

O objetivo da reforma foi transformar o antigo escritório em um ambiente que proporcione mais colaboração entre os funcionários. “Não queremos que as pessoas se desloquem até a empresa para enviar e responder e-mails. O espaço físico foi reestruturado para atividades coletivas e criativas. Não haverá mais mesas fixas de trabalho”, afirma Claudia.

Prós e contras

Pesquisa do LinkedIn mostra que 43% dos profissionais preferem o modelo híbrido de trabalho. Outros 27% preferem a jornada 100% presencial, enquanto 30% gostariam de fazer home office em tempo integral.

As principais razões apontadas por quem prefere trabalhar no escritório, mesmo que em regime híbrido, são: acreditar que são mais produtivos no ambiente de trabalho (51%), a possibilidade de estar perto de outras pessoas (46%) e as oportunidades de carreira ao se relacionarem presencialmente com os times (41%).

Já os que preferem trabalhar de casa, mesmo que presencialmente, citam como vantagens: evitar o transporte diário (45%), ter uma vida profissional mais balanceada (45%), ser mais produtivo(a) (33%), manter a saúde mental (31%) e facilitar o cuidado dos filhos (20%).

Por outro lado, 56% dos brasileiros concordam que há um estigma negativo para aqueles que trabalham remotamente. A crença é de que a turma do presencial vai levar vantagem no desenvolvimento da carreira.

“Aqui no Brasil, as empresas colocam muito peso na presença física dos funcionários. Para muitas delas, o fato do(a) profissional estar no escritório e cumprir uma jornada de 8 horas pode valer mais do que ele(a) ser super produtivo(a) trabalhando de casa em horários alternativos”, afirma Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para América Latina.

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