Apesar da desigualdade de gênero continuar persistente nos programas de MBA nos Estados Unidos, a média de matrículas femininas em cursos de administração presenciais e em tempo integral atingiu um recorde no ano letivo de 2021.

As mulheres representam, em média, 41% das turmas ingressantes de 55 escolas de negócios dos EUA, ante 38,5% no ano passado, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Fundação Forté, uma organização sem fins lucrativos que trabalha a favor da igualdade de gênero nos negócios. Em 2011, as mulheres representavam apenas 31,8% dos matriculados em 39 escolas.

Os números representam um “grande passo” para alcançar a igualdade de gênero nos programas de MBA, disse a diretora executiva da Fundação Forté, Elissa Sangster. Ela suspeita que algumas dessas mulheres estão, como muitos americanos, pedindo demissão.

“Um pouco de tempo de reflexão nunca é demais — hora de realmente parar e pensar e entender quais são suas prioridades no futuro”, disse Sangster. “A pandemia deu essa oportunidade.”

Os números deste ano também podem ter sido maiores, disse ela, devido às aceitações adiadas a partir de 2020, quando as vacinas ainda não estavam disponíveis e muitas escolas infantis seguiam fechadas.

Um MBA é um dos programas de pós-graduação mais lucrativos. Embora as mulheres constituam a maioria dos alunos de graduação e pós-graduação nos Estados Unidos, elas ainda ficam atrás em caminhos que levam a empregos bem remunerados e poderosos, incluindo cursos de matemática e ciências.

Apenas cinco escolas pesquisadas pela Bloomberg Businessweek este ano, para seu índice Best B-School’s Diversity, tem mulheres como maioria. Menos de 10% dos CEOs do S&P 500 são mulheres.

“Ainda há trabalho a ser feito para colocar as mulheres nessas funções de liderança importantes”, disse Sangster. Mas aumentar a matrícula das mulheres é “a primeira alavanca” para atingir esse objetivo.

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