A hora de contratar mão-de-obra qualificada é agora. Quem faz o alerta é o diretor de recrutamento da Robert Half, Lucas Nogueira. Segundo ele, a recuperação da economia fará com que as empresas precisem aumentar seus quadros de funcionários, o que levará a uma competição por mão-de-obra especializada.

“Sabe essa inflação que a gente vê dos alimentos? Isso vai acontecer com os salários de profissionais mais qualificados. No começo da crise, as empresas demitiram muita gente boa. Mas para voltar a crescer, precisarão recontratar de novo. Agora é hora de contratar mão de obra oba, mas não tão cara ainda”, afirma Nogueira.

O que vai acontecer? Ele prevê que o início da recuperação vá gerar falta de mão-de-obra mais qualificada, o que levará a uma disputa por esses profissionais e a uma inflação de salários. “No Brasil, ainda temos um problema de formação profissional. Algumas áreas têm déficit de profissionais, caso da tecnologia”, afirma Nogueira.

Mas o desemprego não está nas alturas? Nogueira diz que a taxa de desemprego entre os profissionais mais qualificados não chega a 5%. “O profissional extremamente qualificado é como uma mosca branca. Se ele está disponível e era do meu concorrente ou de uma emrpesa parecida com a minha, é melhor contratá-lo para contar com ele na retomada.”

As empresas já começaram essa contratação? Nogueira diz que gigantes como Amazon já perceberam que esse tipo de contratação funciona como uma espécie de investimento. “A disputa por essas pessoas vai se acirrar.”

O que muda agora na contratação? O home office quebrou as barreiras físicas de contratação. De um lado, permite que empresas contratem profissionais de qualquer lugar do país. De outro, os colaboradores podem buscar emprego em qualquer lugar. Esse é mais um elemento que acirra a competição pelos funcionários mais especializados.

É hora de reter talentos? Sim, segundo a Robert Half. Uma das estratégias de retenção é a política de benefícios oferecidas para os funcionários. O Guia Salarial da Robert Half mostra que o home office deixou de ser encarado como benefício. Agora, ele é um modelo de trabalho.

Benefícios tradicionais são valorizados, mas não são eles que fazem a diferença para os funcionários. O que eles querem são benefícios diferenciados, como acompanhamento psicológico e pequenos mimos, como vale-jantar ou um day off por mês. “Os benefícios de bem-estar ganharam mais importância”, afirma Nogueira.

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