Os avanços em tecnologia da automação ameaçam uma parte significativa dos empregos em setores que respondem por quase 25% da força de trabalho global, de acordo com estimativas da Bloomberg Economics.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (20), os economistas Ziad Daoud e Scott Johnson disseram que isso pode significar que até 800 milhões de pessoas enfrentam grande exposição ao risco de seus empregos se tornarem obsoletos. O Conselho de Cooperação do Golfo, a República Tcheca, a Eslováquia e o Japão são os mais vulneráveis às transformações causadas pela automação, escreveram.

Isso porque esses países têm um amplo segmento da força de trabalho com funções simples e rotineiras, que podem ser facilmente substituídas por máquinas ou já contam com mão de obra barata para as tarefas. Os exemplos incluem suporte administrativo no Japão ou operações de fábrica em países da Europa central.

Quem está mais exposto à automação? Maiores riscos de automação aumentam a desigualdade de renda, escreveram os economistas. Embora anteriormente se pensasse que os robôs ameaçavam principalmente empregos de baixa qualificação, agora eles são vistos substituindo funções que podem ser divididas em simples etapas mecânicas. Esses geralmente se encontram no segmento médio da distribuição de renda, o que resulta em um efeito de polarização.

Mas nem tudo são más notícias. Alguns dos países mais expostos também têm populações que envelhecem rapidamente, o que significa que a tecnologia pode ajudar a compensar os obstáculos demográficos em suas economias, disseram Daoud e Johnson.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).