Compradores em potencial consideram vendedores que usam barba mais experientes e, portanto, mais confiáveis, ​​em comparação com seus colegas de rosto lisinho, com barba por fazer ou bigode. E isso independe de raça, etnia, idade, renda, atratividade e simpatia, tampouco do setor ou do contexto no qual os profissionais atuam (presencial ou online). Eis o que revela um “combo” de cinco estudos publicados no Journal of Business Research sobre o poder da barba no competitivo mundo das vendas (no qual experiência e confiabilidade são essenciais para a construção de relacionamentos e a conversão de novos negócios) e serviços (nos quais os barbados receberam índices de satisfação mais elevados).

Em uma das análises do estudo foram implantados anúncios de representantes comerciais com e sem barba a fim de examinar a eficácia de um negócio no mundo real. A versão barbada gerou uma taxa de cliques (CTR) bem mais alta, o que coloca potenciais clientes no pipeline de vendas. Na prática, a CTR atingiu 2,66%, número significativamente acima das médias da indústria — cerca de 0,71% (serviços industriais) e 1,04% (tecnologia).

“A barba pode entrar e sair de moda, mas, de uma perspectiva evolutiva, representa uma vantagem sutil no que se refere à competência, liderança e status”, diz Sarah Mittal, professora da St. Edward’s University e co-autora da pesquisa. “Deixar uma barba saudável crescer sinaliza não apenas uma espécie de ‘imunocompetência’ no trabalho, mas também tem efeitos na forma como o indivíduo é avaliado em outras facetas da vida.”

Os pesquisadores acreditam que seus estudos podem influenciar políticas e percepções relacionadas ao universo corporativo no qual, não raro, os benefícios de uma barba bem-cuidada são subestimados. Sugerem, ainda, que profissionais de vendas e serviços são capazes de incrementar seu desempenho ao exibirem fotos com barba em perfis como LinkedIn e em materiais de marketing.

A força da imagem

“É claro que ser um bom vendedor não se resume a ostentar ou não uma barba, mas isso certamente ajuda a reforçar atributos masculinos bem-vistos no setor comercial, como a agressividade, além de transmitir maturidade, respeito e segurança”, diz o especialista em vendas, palestrante e sócio-fundador da OSV Treinamentos, Thiago Concer (que, coincidência ou não, é adepto da barba há tempos, ou, mais especificamente, “desde que ela começou a fechar”).

“Competência e talento à parte, qualquer aspecto ligado à aparência, como peso, roupa, cabelo etc., passa um tipo diferente de informação ao cliente, mesmo que inconscientemente. E isso prevê impacto direto na credibilidade do profissional, algo considerado imprescindível em nossa área.” Para ilustrar, o especialista cita uma recente pesquisa realizada pelo LinkedIn com empresas de comércio eletrônico, que mostra que o número de estrelas referente a cada vendedor representa o fator mais importante para a decisão de compra dos usuários.

Estética e saúde

Mais do que uma questão de percepção, o uso da barba também tem a ver com estética, uma vez que disfarça as imperfeições da pele, as marcas de acne ou a falta de ângulo nas mandíbulas. E não acaba aí. Um estudo publicado na prestigiada revista Science concluiu que usar barba é sinal de boa saúde. Isso porque, historicamente, o pelo facial era terreno fértil para os parasitas, o que levava ao surgimento de infecções variadas. Desafiar esses perigos seria, leia-se, uma forma de demonstrar a fortaleza do sistema imunológico.

Até hoje, a falta de higiene regular com os pelos do rosto pode desencadear uma série de contaminações e infecções. E não basta apenas deixar a barba crescer de forma aleatória, principalmente quando a ideia é se apresentar com estilo. Para não correr riscos, o ideal é fazê-la na barbearia.

Boas vendas!

 

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