A busca por formação de ensino superior tem crescido nas periferias. Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (15) revela que 68% dos moradores de grandes favelas pretendem que seus familiares concluam uma faculdade ou pós-graduação. A pesquisa comparou dados sobre os ensinos superior e técnico nas 15 favelas de maior potencial econômico do país e foi realizada em maio pelo instituto Outdoor Social Inteligência.

Um dos destaques do estudo é o potencial de consumo em educação nas favelas que compõem o chamado G10. De acordo com o estudo, os territórios possuem o potencial de gerar R$ 75 milhões com cursos superiores e R$ 84 milhões com cursos regulares, popularmente conhecidos como técnicos.

Apesar do crescente interesse pela educação superior, os entrevistados ainda mostram maior aderência aos cursos técnicos.

“A maior procura por cursos técnicos tem como motivação uma capacitação de curto prazo, já voltado para o mercado de trabalho. Contudo, as faculdades seguem uma crescente. Temos notado que, cada vez mais, as pessoas desses territórios têm buscado uma vida acadêmica”, conta Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social Inteligência.

Entre as instituições pagas, o ticket médio citado pelos entrevistados para as faculdades é de R$ 531,00. Já no curso técnico, fica em torno de R$ 300,00. O grupo educacional de maior abrangência é o Laureate (14%), responsável por faculdades como FMU e Anhembi Morumbi. Em seguida, vêm a UNIP e o grupo Kroton, ambos com (10%).

Outro destaque são as áreas cursadas. Quase metade dos entrevistados está em um curso de humanas. Em relação ao formato, 76% dos cursos normalmente oferecem aulas presenciais. Desses, quase um quarto são oferecidos dentro da própria comunidade.

Como a pesquisa foi realizada? O estudo foi realizado presencialmente em maio de 2021. Foram ouvidas 435 pessoas em 15 comunidades ao redor do país. O perfil dos entrevistados é composto em 58% por mulheres e 42% por homens. A maioria (25%), são jovens entre 15 e 24 anos. 24% dos entrevistados possuem entre 35 e 49 anos; o mesmo índice (24%), possui 60 anos ou mais; 21% dos entrevistados têm entre 25 e 34 anos, e 6% é o índice dos que possuem 50 anos ou mais.

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