Para mulheres na metade da carreira e atualmente desempregadas nos Estados Unidos, a maioria delas está desempregada há pelo menos seis meses, o que aponta para uma maior desigualdade na recuperação do mercado de trabalho.

Quase 70% das mulheres sem emprego com mais de 40 anos estão há muito tempo nessa condição, de acordo com estudo da AARP conduzido em junho e publicado na quarta-feira. As que estão fora do mercado por tanto tempo normalmente demoram muito mais para encontrar um emprego e, quando conseguem, ganham menos do que antes, mostrou o relatório.

No geral, as mulheres na força de trabalho foram mais atingidas do que os homens durante a pandemia, porque assumem um peso muito maior nos cuidados. Tem sido ainda mais difícil para as que estão em estágio mais avançado nas carreiras e citam o preconceito de idade como o tipo mais comum de discriminação nas contratações, disse a AARP.

Embora o relatório mais recente de emprego tenha mostrado que a proporção de desempregados sem trabalho por pelo menos 27 semanas diminuiu desde o pico de março, ainda é historicamente alta em 37,4%, mais do que o dobro da média nas últimas sete décadas. É ainda mais grave entre americanos com 55 anos ou mais, em 49,3%.

O último relatório do mercado de trabalho também mostrou que a taxa nacional de desemprego caiu para 5,2%, e é ligeiramente menor para mulheres em geral.

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