A pauta de diversidade das empresas está cada vez mais ampla e não se restringe mais a questões de gênero, raça, sexualidade, deficiência e idade. Na Diageo, gigante do setor de bebidas alcoólicas, a menopausa – tema que costuma ser um tabu no mercado corporativo – vai ganhar a atenção de todos os funcionários.

A empresa desenvolveu um guia da menopausa para que funcionárias e líderes possam prestar apoio adequado às profissionais nesse período.

“Com esse guia, a empresa tenta dar apoio às mulheres nessa fase da vida com objetivo de criar um local de trabalho onde as funcionárias que sentem os sintomas da menopausa possam continuar tendo um bom desempenho e prosperando em suas funções”, diz Maria Gabriela Herrera, diretora de Recursos Humanos da Diageo para a região Paraguai, Uruguai e Brasil.

O que a empresa espera alcançar com esse guia? O guia consiste em um material informativo sobre o que é a menopausa, a importância de entender o tema, o que fazer se tiver os sintomas e como a liderança direta pode ajudar. “O guia também reforça as ferramentas disponíveis pela companhia de apoio, como o programa de assistência que oferece aconselhamentos, condições e horários de trabalho flexíveis e conexões com grupos de afinidade para compartilhar as questões que estão vivenciando”, afirma Herrera.

Qual é o público feminino da Diageo? A companhia possui 798 pessoas trabalhando no Brasil. As mulheres representam 43% da força de trabalho, sendo que 27% delas possuem mais de 40 anos.

Por que é importante falar de menopausa? Primeiro, porque esse tema é um tabu. Segundo, porque até 2025 haverá mais de 1 bilhão de mulheres vivenciando a menopausa no planeta, o equivalente a 12% de toda a população mundial, segundo dados da Sociedade Norte-Americana de Menopausa. “Esse número demonstra a relevância do tema. Defender e ampliar a inclusão e a diversidade faz parte da missão da Diageo”, diz Herrera.

Para Liliane Rocha, fundadora e CEO da Gestão Kairós, consultoria de sustentabilidade e diversidade, iniciativas como essa podem servir de exemplo para ampliar o cuidado da emresa com a menopausa de suas funcionárias.

“As mulheres nessa faixa etária estão no mercado de trabalho, assim como aquelas que engravidam. É uma ampliação de consciência para perspectiva do que é normal, recorrente e usual na vida das suas funcionárias mulheres. É um despertar para as empresas que não são ocupadas e compostas exclusivamente por homens e para homens”, afirmou a especialista.

Outro ponto que Liliane salienta é que esse tipo de iniciativa pode ser bom economicamente para as empresas, pois evita pedidos de demissões, por exemplo.

“Quanto mais acolhida, mais bem recebida, mais a funcionária vai querer ficar na empresa. Menor será turnover, os processos e queixas trabalhistas. Além de gerar um bem estar generalizado, causa a sensação de pertencimento e melhora reputacional da empresa. O turnover gera custo. Toda vez que uma funcionária sai, tem de fazer um recrutamento, treinamento, entre outras coisas”, explicou Liliane.

 

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