Uma pesquisa da Catho, empresa especializada em recrutamento, mostra que seis a cada dez brasileiros nunca tiveram a oportunidade de dizer aos seus chefes o que pensam sobre eles, apesar de acharem importante uma cultura de feedback, expressão do mundo corporativo que significa troca de opiniões sinceras entre funcionários de diversos níveis hierárquicos.

E essa ausência de feedback não acontece porque os subordinados não achem importante ou porque não tenham o que dizer. Para 92,2% dos entrevistados, dar esse tipo de opinião é fundamental. De acordo com a pesquisa, a falta de abertura, tanto do gestor quanto da empresa, explica porque tantos gostariam de falar, mas não falam.

Chefe agressivo grita com funcionário

Para entrevistados, chefes brasileiros favorecem uns em detrimento de outros e assumem créditos da equipe, repassando apenas as broncas

Vamos aos números:

  • Questionados se acham importante ouvir opiniões sobre si e aconselhar os outros, 92,2% dos entrevistados disseram que sim.
  • No entanto, apenas 41,2% dos entrevistados já tiveram a experiência de poder dizer ao chefe o que pensam.
  • Para os demais, as principais razões que levam a não manifestar esse tipo de opinião para o gestor são: “Acho que nada mudaria” (33,6%), “Meu chefe não é um bom ouvinte” (27,7%), “Não teria o respaldo da empresa” (18,5%) e “Tenho receio de ser perseguido por ele” (12,8%).

Mas o que os brasileiros gostariam de dizer aos seus chefes? Os principais defeitos dos gestores brasileiros, segundo a pesquisa, são o favorecimento indevido de determinados funcionários em detrimento de outros (20,9%), assumir sozinho os créditos da equipe mas dividir as críticas (14,4%) e ser grosseiro ou estressado (12,3%).

Perfil do chefe ideal. Para os entrevistados, as três principais características de um bom chefe estão relacionadas à forma como ele lida com o desenvolvimento dos colaboradores.

Confiar e desenvolver funcionários é a principal característica desejada (46%), seguido de dar feedbacks construtivos — ou seja, dar retornos constantes e de modo a ajudar seus colaboradores a melhorar (21,9%). Completa o top 3 ter espírito de líder (15,3%).

“Feedback anônimo delivery”. De acordo com o levantamento, a propensão a dar essa opinião sincera para o chefe cresce para 55,4% quando há a possibilidade de que isso seja feito de forma anônima.

Por esse motivo, a Catho lançou o “feedback anônimo delivery”, uma ferramenta que estará no ar até o “dia do chefe”, no próximo dia 16, para que funcionários insiram o e-mail dos seus gestores e escolham entre três “presentes”. As frases prontas à disposição dos interessados vão desde “chá de sumiço para afastar seu mau humor” até “onde há parceria, resultado vem em dobro”.

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