A aceleração digital trazida pela pandemia aumentou ainda mais a demanda por profissionais de tecnologia. Se antes eles eram contratados como PJs, agora as empresas estão oferecendo vagas com carteira assinada. O objetivo é reter esses profissionais dentro das companhias.

Dados levantados pela empresa de recrutamento Revelo, a pedido do 6 Minutos, mostram que o número de contratações CLT tem aumentado progressivamente para profissionais como designers, programadores e analistas de dados.

Como estava o mercado? Um estudo anterior realizado pela Revelo mostrou que em 2020 o cenário era bem diferente. Entre 2019 e 2020, o volume percentual de contratações PJ (Pessoa Jurídica) havia passado de 22,06% para 31,14% na plataforma.

“A contratação flexível foi uma alternativa encontrada pelas empresas para seguir com oportunidades em um momento de incertezas. Já os profissionais, para conseguir mais chances de recolocação, passaram a aceitar outros tipos de contratos, como o PJ”, comenta Patrícia Carvalho, Diretora de Experiência do Candidato e Marketing na Revelo.

O que mudou exatamente? Hoje, os números da empresa mostram que as propostas em formato CLT voltaram com força, o que sinaliza um interesse maior por parte das empresas na retenção dos profissionais de tecnologia.

Qual é a tendência a partir de agora? De acordo com Patrícia Carvalho, a oferta de vagas CLT deve se manter por conta da demanda por desenvolvendo produtos digitais.

A partir de uma análise da conjuntura atual e de seu contato com executivos, Carvalho afirma ainda que a oferta de vagas CLT deve seguir independentemente do avanço da pandemia. “A gente observa uma regularidade positiva nos dados dos últimos meses. Mesmo que o comércio feche, nós estamos falando de produtos digitais. Depois que a população migrou a forma de comprar e se relacionar, eles continuam sendo demandados.”

A estratégia da Revelo teve alguma influência nisso? Parte dessa alta nas contratações por carteira assinada vem de uma nova frente inaugurada na Revelo. Desde novembro do ano passado, a empresa que antes atuava apenas nacionalmente passou a conectar profissionais brasileiros também com empresas estrangeiras.

A operação conta com companhias norte-americanas e europeias, que estão em busca de profissionais de tecnologia para trabalho à distância.

“As empresas precisam obedecer à legislação brasileira, então o trabalhador tem todos os direitos da CLT garantidos. E isso deixa a remuneração bem mais competitiva, considerando a diferença de câmbio. Um desenvolvedor sênior tem um salário entre R$ 6 mil e R$ 7,5 mil no Brasil. Em uma empresa do exterior, ele vai ganhar em torno de R$ 25 mil”, aponta Carvalho.

De acordo com a empresa, a maioria das vagas internacionais disponíveis são para:

  • Desenvolvedores back-end, front-end e full-stack;
  • Desenvolvedores de Aplicativos;
  • Engenheiros de Dados;
  • Especialistas em Cloud AWS.
Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).