Você investiu seu dinheiro no CDB de um banco no qual você confiava, com a tranquilidade de contar com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito. Algo dá errado e esse banco quebra. E aí, como você faz para receber o dinheiro do FGC? Esse é o tema do terceiro vídeo da série Investidor C6, apresentada pelo Prof. Liao, head de Educação do C6 Bank.

Não é frequente, mas uma instituição financeira pode ser liquidada pelo Banco Central, seja por ela não conseguir honrar seus compromissos, seja por ela ter uma irregularidade grave. Nesses casos, os investidores contam com a proteção do FGC, que garante depósitos à vista ou títulos emitidos por instituições associadas.

Um lembrete importante: o FGC garante até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira.

Passo a passo do FGC

Quando uma instituição quebra, o Banco Central nomeia um liquidante. Essa pessoa é responsável por fazer uma lista com todos os investidores e todos os valores devidos. Uma vez consolidadas, essas informações são enviadas para o FGC. Não há um prazo para isso acontecer: pode levar poucos dias ou alguns meses.

Vencida a primeira etapa, o FGC escolhe um banco que fará o pagamento para os clientes prejudicados — em geral, uma instituição de grande porte. Em seguida é feito um aviso no FGC e no banco liquidado, e os clientes interessados podem ir até uma agência do banco pagador para sacar o dinheiro ou fazer uma transferência dos recursos para outra conta. O valor é líquido e já vem descontado do Imposto de Renda.

O processo é simples e não requer que o cliente acione a Justiça.

Apesar de o FGC garantir o valor depositado e os juros, o dinheiro não sofre qualquer correção a partir da liquidação da instituição financeira.

E um alerta: o patrimônio do FGC não é ilimitado. Apesar de ter recursos para atender com certa folga a quebra de um ou mais bancos, pode haver falta de dinheiro em caso de uma crise sistêmica em que várias instituições quebrem ao mesmo tempo

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