Pizza, seguro saúde e até imóvel são alguns dos produtos e serviços vendidos pelo WhatsApp, o popular zap, aplicativo utilizado hoje por 87% das micro e pequenas empresas do Brasil, segundo estudo da Morning Consultant.

Com mais de 2 bilhões de usuários em todo o mundo, o WhatsApp é a terceira rede social com maior penetração, atrás do Facebook e do YouTube. De propriedade do Facebook, o aplicativo está presente em mais de 180 países, fala 60 idiomas e é o mais usado do planeta.

“Ele nasceu como ferramenta de relacionamento e justamente esta característica o transformou em um poderoso instrumento de venda”, diz Ariadne Mecate, consultora de marketing do Sebrae. Para ela, o zap tem todos os requisitos de um bom vendedor. “Permite uma conversa informal e aberta com o cliente e, principalmente, resposta rápida, o que dá mais chance de converter a venda”, diz a consultora.

Os negócios via WhatsApp seguem a disparada do comércio virtual no país nos últimos meses, impulsionados pelo isolamento social. Entre  23 de março, quando a pandemia provocou as primeiras ações em massa de quarentena e isolamento no Brasil, até o final de maio, foram abertas 107 mil lojas na Internet, de acordo com levantamento da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

Quantas estão ativas e vão permanecer vivas quando todo o comércio reabrir suas portas, é uma incógnita. O sucesso das lojas virtuais depende da capacidade do empreendedor de escolher o nicho certo, acertar a mão na promoção de seus produtos ou serviços, engajar a clientela, dominar o mecanismo das redes sociais, montar uma logística eficiente e de baixo custo e, claro, ter uma boa dose de sorte.

Versão business  

Os números do aplicativo mostram seu poder de fogo para venda – dos seus 2 bilhões de usuários, 120 milhões estão no Brasil, e as pesquisas mostram que cerca de 60% dos brasileiros deixam o app na tela inicial dos celulares.

No portal do Sebrae (m.sebrae.com.br) e nos canais de e-commerce no YouTube, você encontra orientações sobre como transformar o aplicativo em loja virtual. Um dos mais populares é o canal “E-Commerce na Prática”, criado pelo youtuber Bruno de Oliveira, com 827 mil inscritos.  “Não há como ignorar esta ferramenta de venda”, diz Bruno, que dedicou um vídeo do seu canal ao WhatsApp.

Desde o ano passado, o WhatsApp ganhou uma versão business, com uma série de funcionalidades para micro e pequenos empresários. “A principal é o catálogo de produtos e serviços, onde você pode inserir fotos, descrição e preços, além do perfil da empresa, horário de funcionamento, telefones, site etc”, diz Ariadne.

Outra vantagem, segundo ela, é permitir ao empresário criar etiquetas coloridas, classificando os clientes por seu perfil ou demanda. “Por exemplo, no caso de uma loja de roupas, você pode ter clientes azuis (meninos) ou rosa (meninas). Com isto, você consegue mandar mensagens direcionadas as mães e pais de meninos ou meninas, via listas de transmissão.

Mas para o cliente receber a sua mensagem é preciso que o seu número esteja na lista de contatos dele. A versão business também permite a você criar uma mensagem automática, sobre seu horário de atendimento, lista de perguntas frequentes etc. E oferece estatísticas de mensagens enviadas, entregues, lidas e até recebidas, permitindo um maior controle sobre a efetividade da ação.

“Antes de montar sua loja virtual, você precisa formar um tráfego nas suas redes sociais, começando pelo Instagram e pelo Facebook. Para ter sucesso é preciso ter muitos seguidores, porque a taxa de conversão do e-commerce é baixa. A relação entre quantos clientes entram na sua loja e quantos compram é de apenas 1,5%”, alerta Ariadne.

Link para pagamento

O WhatsApp, em suas duas versões, traz a pequenos e médios empreendedores uma alternativa para vendas online sem a necessidade de uma estrutura própria de e-commerce.

O link de pagamentos, tecnologia que passa a ser oferecida pelo C6 Bank como parte de sua plataforma de meios de pagamentos C6 Pay, permite a cobrança de vendas por meio da emissão de um link. É uma espécie de “boleto eletrônico”, que pode ser enviado aos clientes por meio não apenas do WhatsApp, mas por e-mail, SMS ou outras redes sociais.

Nesta fase de lançamento, o produto é oferecido com taxa zero de adesão, sendo cobrado adicional de R$ 0,35 por geração de link, seja para débito ou crédito. No caso da venda em débito, a taxa pela transação é de 1,85%. O valor fica disponível ao empreendedor em um dia útil.

Para crédito, há as opções de pagamento à vista ou parcelado em até seis vezes, ambos com mesmo custo de R$ 0,35 por link gerado e taxa de 3,29% sobre a transação. Para o pagamento parcelado, a primeira parcela do valor da venda é disponibilizada ao empreendedor em 31 dias, sendo que a partir da segunda parcela em diante o valor de cada uma delas chega ao lojista em 30 dias.

O link do C6 Pay aceita as principais bandeiras de cartões e possui plataforma com interface adaptada ao aplicativo Caixa Tem, o que permite ao empreendedor aceitar pagamentos por meio do cartão digital em que seu cliente recebe o auxílio emergencial.

Para contratar o link de pagamentos, é necessário fazer a adesão à maquininha do C6 pay. Dúvidas sobre a ativação podem ser esclarecidas via canais de relacionamento com o C6 Bank.

As operações com o link de pagamentos ocorrem dentro do Portal C6 Pay (https://portal.c6pay.com.br/login). Para ativar o link, o lojista deve entrar em sua conta, selecionar a opção C6 Pay Link e inserir o item vendido e o valor da venda. Concluída esta etapa, o link de pagamento é gerado e pode ser enviado ao cliente final via e-mail, WhatsApp, SMS e/ou redes sociais. O status de pagamento é atualizado em tempo real no site.

A operação de pagamento é feita dentro de ambiente seguro, com certificado internacional e antifraude. Ao receber e acessar o link, o consumidor é redirecionado para essa área de segurança, na qual a transação é executada.

Este conteúdo é de propriedade do C6 Pay, e foi produzido pela agência Fato Relevante para o SixM Labs.