Por mais que você seja apaixonado pelo seu negócio, mude a postura de dono pela de investidor. Esta é uma das recomendações de Leidiane Lima, consultora do Sebrae-SP e especialista na área financeira, aos micro e pequenos empresários. “Muitas vezes, por ter muito amor pelo que faz, o negócio vira só uma realização pessoal para o empresário. E aí que está o risco. Já o investidor pensa no resultado”, diz a consultora.

O olhar mais frio permite ao empresário ver o que realmente dá retorno e buscar debaixo do tapete os chamados custos ocultos, inclusive nas tarifas bancárias. Esta troca de papéis se tornou essencial nesta crise econômica provocada pela pandemia.

Os manuais de contabilidade e finanças ensinam que o custo de produção é uma das variáveis mais importantes para definir a permanência ou não de um produto ou serviço no mercado. Se o empresário não consegue apurar corretamente os seus custos, perde a sua capacidade estratégica de tomar decisões.

“As empresas têm que manter suas contas organizadas, inclusive as pequenas empresas. O grande erro de um empresário é não ter controle de caixa. Por exemplo, não fazer o fechamento separado por tipos de gastos, por categorias. E não manter um plano de contas. Se tiver tudo organizado, vai perceber qual a área da empresa que dá resultado e a que não dá. E traçar uma estratégia para o seu negócio”, diz Leidiane.

O exemplo dos salões de beleza

Leidiane cita um exemplo de custo oculto, usando o exemplo de um salão de beleza. Muitos deles investiram no “espaço da noiva”, com cabelereiro, manicure, sala de vestir, banheira para relax, depilação, entre outras sofisticações. Mas a moda mudou e a tendência agora é as noivas se casarem em sítios ou na praia. E os amplos e caros espaços destinados ao “Dia da Noiva” estão hoje abandonados.

“Os salões ficaram com um elefante branco nas mãos. Um espaço grande que não tem mais utilidade e não gera faturamento. Para cortar este custo oculto, uma das saídas seria a de alugar um imóvel menor. Mas é preciso avaliar as desvantagens disto – despesas com a mudança, reformas e até a perda da freguesia, devido à troca do ponto”, diz Leidiane.

Alguns salões conseguiram uma solução estratégica, segundo ela. Buscaram novas fontes de receita para aquele espaço, sublocando-os para outros serviços, como esteticistas ou promoção de eventos para venda de cosméticos e outros produtos para mulheres. Uma saída inteligente.

Novas rotinas

Márcia Santos, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Trevisan Escolas de Negócios, diz que a crise econômica deixa às claras uma série de custos que as empresas não conseguiam enxergar. “Nosso olhar hoje é completamente diferente. Empresas com seus colaboradores em home office estão gastando menos com energia, por exemplo”, diz Márcia.

Quando todo mundo foi trabalhar em casa, houve um esvaziamento do espaço. “Isto para o empresário era um custo oculto, que antes ele entendia como totalmente necessário”, acrescenta. Até o aluguel, segundo Márcia, passou a ser um custo oculto. Muitas empresas estão devolvendo imóveis ou adequando seus escritórios ao espaço fundamental para o seu negócio. Gente que pode trabalhar em casa não vai mais alugar salas. Com isto, as empresas também deixam de ter outros custos, como seguro e manutenção.

Mesmo antes da pandemia, as empresas já estavam implantando políticas para reduzir custos em viagens corporativas. Estas normas incluíam comprar passagens com antecedência, escolha de võos mais baratos e limites de valor para diária. Com a pandemia, as viagens foram suspensas devido à necessidade de isolamento social.

“As empresas perceberam que poderiam ir além. Praticamente todas as reuniões, entre funcionários, com fornecedores e até clientes podem ser feitas por teleconferência. Isto representa a eliminação ou redução de uma série de custos com viagens e eventos”, diz Márcia. “São custos que podem ser excluídos do planejamento e do orçamento das empresas, permitindo a elas mais margem de negociação com clientes e fornecedores”, afirma.

Márcia recomenda às empresas revisar o planejamento estratégico e todos os relatórios que dão sentido ao orçamento. Na maioria dos setores da economia, o faturamento das empresas vai cair. O orçamento também deve ser replanejado e sofrer uma redução.

“É preciso adequar a sua empresa à nova realidade. Os custos essenciais você tem que manter para que o seu negócio não pare. Mas é preciso cortar custos fixos e variáveis. É claro que neste momento haverá uma redução natural dos custos variáveis. Mas, muitas vezes, é preciso cortar um pouco mais.”

Tarifas bancárias

Uma forma de reduzir custos, no caso de microempresários, é pesquisar as cestas de serviços oferecidas pelos bancos e as tarifas cobradas antes de abrir a sua conta. Os Microempreendedores Individuais (MEI) contam com um pacote de benefícios no C6. Além de completa, a conta MEI não tem tarifa de manutenção. O cartão de crédito é isento de anuidade.

Em uma comparação com as tarifas bancárias de três grandes bancos, o cliente MEI do C6 economiza R$ 1.988,00 por ano. Como o teto de faturamento do MEI é de R$ 81 mil por ano, se ele tiver uma margem de lucro mensal de R$ 2 mil, o benefício de isenção de tarifas equivale ao lucro de um mês.
É uma forma de ajudar pequenos empreendedores a enfrentar a pandemia. Novos modelos de maquininha podem ser contratados pelo chat no aplicativo do C6 Bank, no site de venda online ou com as equipes parceiras de vendas.

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