As vendas de veículos novos no país caíram 28,4% em julho, no comparativo com o mesmo mês de 2019, mas continuam mostrando uma retomada na margem. No mês passado, os emplacamentos de carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus chegaram a 174,5 mil unidades, um número ainda inferior ao volume do pré-crise, porém 31,4% maior do que o total comercializado em junho.

Os números foram divulgados nesta sexta-feira, 7, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil.

“É o melhor resultado desde o início da pandemia”, destacou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, ao comentar o balanço.

De janeiro a julho, os brasileiros compraram 983,3 mil veículos novos, o que representa uma queda de 36,6% em relação aos sete primeiros meses de 2019.

No segmento de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, as vendas caíram 29,8% na comparação com julho de 2019, mas subiram 33,1% em relação a junho, chegando a 163,4 mil unidades no mês passado.

As vendas de caminhões somaram 9,5 mil unidades, com alta de 6,7% no comparativo anual e de 6,5% em relação a junho, enquanto os emplacamentos de ônibus, de 1,5 mil unidades no mês passado, recuaram 15,9% no comparativo anual, mas avançaram 42,5% sobre junho.

Produção

A produção das montadoras recuou 36,2% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Frente a junho, contudo, a produção teve alta de 73%, confirmando que, embora a ritmo inferior ao nível pré-pandemia, a atividade do setor segue em recuperação após a paralisação praticamente por completo das linhas de montagem em abril.

No total, 170,3 mil veículos – entre carros de passeio, veículos comerciais e ônibus – foram fabricados no mês passado, o que leva a produção acumulada desde janeiro para 899,6 mil, 48,3% abaixo dos sete primeiros meses de 2019.

Luiz Carlos Moraes, disse que, embora praticamente todas as fábricas tenham retomado as atividades, a produção está muitas vezes acontecendo em apenas um turno. Quando acontece em dois turnos, é para evitar a aglomeração de operários. Também houve nos últimos meses uma preocupação do setor em reduzir estoques.

Segundo o executivo, a tendência é que a partir de agosto, o setor comece a calibrar a produção a um volume mais compatível com a demanda. “Acho que isso vai acontecer até o fim do ano”, comentou Moraes em entrevista coletiva virtual à imprensa.

Desagregando os números por segmento, a produção de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, caiu 36% na comparação de julho com o mesmo mês de 2019, mas avançou 77,3% frente a junho, chegando a 162,2 mil unidades no mês passado.

A produção de caminhões, de 6,8 mil unidades no mês passado, teve queda de 37,5% no comparativo anual e alta de 22,3% em relação a junho.

Completa a estatística a produção de 1,2 mil ônibus, o que representa um recuo de 53,1% em relação ao número de julho do ano passado. Na comparação com junho, a produção de coletivos caiu 10,7%.

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