Os contratos de petróleo recuaram em parte do dia, mas ganharam fôlego perto do fim da sessão, apoiados por certo arrefecimento da pressão do câmbio. De qualquer modo, a commodity mostrou desempenho modesto, após ganhos recentes.

O contrato do WTI para outubro fechou estável, em US$ 72,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro teve alta de 0,28% (US$ 0,21), a US$ 75,67 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O WTI chegou a reduzir perdas após a alta inesperada nas vendas no varejo dos Estados Unidos em agosto ante julho. O dado dos EUA, porém, fortaleceu o dólar, o que acabou por pesar sobre as commodities em geral. Nesse caso, o movimento no câmbio deixa o petróleo mais caro para os detentores de outras divisas, contendo o apetite dos investidores.

Além disso, o fôlego dos contratos era mais curto, após ganhos recentes. O petróleo acumulava ganhos nas quatro últimas sessões, com o Brent já tendo atingido ontem máximas desde o fim de julho. Ainda assim, houve espaço para ganho modesto deste nesta quinta-feira.

O Commerzbank afirma em relatório que o mercado de petróleo está neste momento com oferta abaixo da necessária. O banco cita o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para restringir a oferta e também problemas na região produtora do Golfo do México. A situação de mercado “apertado” não deve mudar até o fim do ano, mesmo com a Opep+ planejando aumento gradual da oferta, acredita o Commerzbank. Já no próximo ano, o mercado deverá ter excesso de oferta, se a Opep+ mantiver os planos atuais para retomada da produção. Nesse contexto, o banco alemão projeta que o Brent termine este ano em US$ 75 o barril, recuando a US$ 70 o barril no fim de 2022.

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