A construtora PDG Realty propôs um acréscimo ao plano de recuperação judicial da companhia, que corre na Justiça de São Paulo desde 2017. O objetivo, de acordo com comunicado divulgado na noite de sexta-feira, é readequar o pagamento dos credores trabalhistas da PDG, preservando as condições dos demais. O aditamento precisa agora ser votado em assembleia geral dos credores.

O comunicado da PDG explica que a empresa historicamente convive com uma “massa relevante de contingências trabalhistas”, por conta da “magnitude e abrangência” da sua atuação no mercado imobiliário brasileiro.

Apesar disso, a companhia ressalta que, nos últimos meses, houve um aumento significativo de solicitações de habilitação de credores trabalhistas retardatários. Assim, o pagamento destes credores nos termos originalmente convencionados no plano de recuperação judicial, causaria um desequilíbrio do fluxo de caixa do Grupo PDG, com impacto nas suas condições econômico-financeiras.

O aditamento, ressalta o documento, propõe a reestruturação dos créditos trabalhistas conforme condições “segundo as quais as companhias acreditam que será possível assegurar o cumprimento das obrigações assumidas” e, ao mesmo tempo, evitar o desequilíbrio econômico-financeiro da companhia. Com isso, o grupo conseguiria preservar a continuidade de suas atividades e a manutenção da normalidade operacional, ressalta o fato relevante.

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