O contrato futuro mais líquido de ouro fechou próximo da estabilidade nesta terça-feira, 1º de setembro, com o rali verificado recentemente perdendo força, após a divulgação de indicadores econômicos positivos nos Estados Unidos e na China e a consequente valorização do dólar.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o ouro com entrega para dezembro encerrou com variação marginal positiva de 0,01%, a US$ 1.978,90 a onça-troy.

Durante a madrugada, o IHS Markit e a Caixin Media informaram que o índice de preços de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China subiu de 52,8 em julho para 53,1 em agosto, o que representa o melhor resultado mensal do indicador desde janeiro de 2011. Nos EUA, o mesmo dado subiu de 50,9 para 53,3 no intervalo.

Pela manhã, o Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) informou que o índice de atividade industrial dos EUA subiu de 54,2 em julho para 56,0 em agosto. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam avanço menor, a 55,0.

Os bons números da economia americana impuseram um piso ao dólar, que reverteu movimento de desvalorização e se fortaleceu. Com isso, o ouro acabou perdendo fôlego ao longo da sessão.

“Sem a fraqueza do dólar, o ouro terá dificuldades para continuar subindo, já que a demanda, que até recentemente era robusta, começou a recuar”, explica o Commerzbank, em relatório enviado a clientes.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).