O ouro fechou em leve alta nesta quinta-feira, próximo à estabilidade e revertendo as perdas durante parte da sessão, após o dólar perder força ante moedas rivais. O mercado ficou de olho também na divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de maio nos Estados Unidos, que assinalou alta acima das expectativas.

O metal com entrega prevista para agosto avançou 0,05%, a US$ 1.896,40 a onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

A recuperação nos preços do metal precioso acompanhou a perda de impulso do dólar ante boa parte das suas divisas rivais, já que o enfraquecimento da moeda americana torna o ouro mais barato e, portanto, mais atraente a investidores que negociam com outras moedas.

Principal fato da agenda econômica dos EUA nesta quinta, o CPI americano subiu à taxa anual de 5% em maio, superando as expectativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast.

O resultado do indicador sugere uma aceleração inflacionária mais duradoura do que apontam dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), segundo avaliam analistas, o que seria benéfico para o ouro, já que ele é considerado um ativo de segurança para fazer hedge em momento de pressão nos preços.

Ainda que a alta do CPI no mês passado tenha sido, a exemplo do resultado de abril, puxada por setores que sofrem com gargalos de suprimento nos EUA, também houve sinais de pressões inflacionárias emergentes em outros segmentos da economia americana, afirma a Capital Economics, ao citar custos de habitação e preços de restaurantes.

“Este movimento sugere que nem toda a pressão de alta sobre a inflação será transitória”, conclui a consultoria.

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