O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa, em sessão marcada pela alta do dólar, que reduz a atratividade do metal para quem opera com outras moedas, e por comentários da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, que alimentaram as especulações sobre o momento ideal para um novo ciclo de elevação de juros nos EUA. A renda fixa concorre com o ouro pela preferência dos investidores em ativos seguros e juros mais altos tendem a tornar os títulos públicos mais atraentes.

O ouro para junho recuou 0,88%, a US$ 1.776,0 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Hoje, Yellen, afirmou que as taxas de juros poderão ter de subir no país para que um sobreaquecimento da economia seja evitado. “Mesmo que os gastos adicionais sejam relativamente pequenos para o tamanho da economia, isso poderia causar alguns aumentos muito modestos nas taxas de juros”, afirmou a secretária.

Por outro lado, ontem o atual presidente do Fed, Jerome Powell, demonstrou otimismo sobre a perspectiva econômica nos EUA, mas alertou que o país ainda não está “fora de perigo”. Ele destacou que diferentes grupos populacionais enfrentam situações diversas no mercado de trabalho. Para o Commerzbank, isso pode ser visto como mais uma prova de que o Fed, apesar dos dados econômicos robustos e da inflação em alta, ainda manterá sua política monetária acomodatícia por muito tempo. “O ouro deve lucrar com isso como um investimento sem juros e proteção contra a inflação”, avalia o Commerzbank.

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