O contrato futuro mais líquido do ouro fechou em baixa nesta quinta-feira, 14, à medida em que investidores esperam otimistas pelo anúncio de um novo pacote fiscal nos Estados Unidos. Impulsionado pela queda do dólar perto do fim das negociações, após discurso “dovish” (mais leve) do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, o ouro chegou a inverter sinal, mas o movimento não se sustentou. A depreciação da moeda americana beneficia o metal precioso, uma vez que a commodity fica nesse caso mais barata para os operadores que negociam em outras divisas.

O ouro com entrega prevista em fevereiro recuou 0,19%, a US$ 1.851,40 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O clima geral dos mercados foi de otimismo nesta quinta, puxado em especial pela notícia de que o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, irá detalhar o seu plano de apoio fiscal mais tarde.

Um membro do gabinete do democrata chegou a adiantar que o pacote incluirá cheques individuais de US$ 2 mil, além de abordar outras medidas de alívio, como seguro-desemprego.

O ouro chegou a ganhar fôlego no fim das negociações em Nova York após o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmar em evento que o aumento da taxa de juros nos EUA “não está nem um pouco próximo”. A fala fez com que o dólar ampliasse perdas, e o ouro chegou a inverter o sinal.

Apesar de reconhecer que a demanda por ouro está mais fraca por conta das sinalizações de mais estímulo fiscal nos EUA, o Commerzbank prevê que os preços dos contratos futuros do metal precioso devem continuar subindo em 2021.

“Como o Fed não responderá aumentando as taxas de juros no futuro próximo, como o vice-presidente Richard Clarida deixou claro recentemente, as taxas de juros reais cairão ainda mais em território negativo. Consequentemente, ainda esperamos que o preço do ouro suba, embora isso possa acontecer um pouco mais tarde do que pensávamos”, explica o banco alemão em relatório.

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