O contrato futuro de ouro mais líquido fechou em alta nesta quinta-feira, 8, depois que atas do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central Europeu (BCE) mostraram que as autoridades monetárias estão pouco preocupadas com a aceleração da inflação e devem manter a política acomodatícia.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega para maio encerrou com ganho de 0,95%, a US$ 1.758,20 a onça-troy, no maior valor desde 25 de fevereiro.

“O ouro está encontrando suporte da ata dovish sobre o encontro mais recente do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) que confirmou o tom do presidente da instituição, Jerome Powell, em coletiva na ocasião”, explica o Commerzbank.

A ata sugeriu que dirigentes atribuíram a escalada da inflação e dos juros dos Treasuries a fenômenos temporários, que devem arrefecer ao longo do ano. Documento semelhante do BCE, divulgado hoje, também mostrou que a instituição europeia não pretende reagir ao movimento na renda fixa.

Em evento do Fundo Monetário Internacional (FMI) hoje, Powell repetiu o argumento e defendeu a continuidade das medidas de apoio à economia, para ajudar a acelerar a recuperação do mercado de trabalho. “A recuperação nos EUA ocorre de forma desigual”, pontuou

A interpretação dovish do Fed pressionou o dólar, o que torna commodities mais baratas e, dessa forma, mais atraentes. O ouro foi beneficiado ainda pela queda nos juros dos Treasuries, uma vez que os dois ativos competem como reserva de segurança.

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