O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda-feira, 3, em sessão marcada pelo recuo nos rendimentos dos Treasuries e o dólar enfraquecido ante pares. A situação na Índia, que é atualmente o epicentro da pandemia de covid-19, e é o segundo maior consumidor global de ouro, também é monitorada, com a avaliação dos desdobramentos para o mercado do metal.

O ouro para junho avançou 1,36%, a US$ 1.791,8 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Indicadores da economia dos Estados Unidos contribuíram para um recuo nos Treasuries e um enfraquecimento do dólar. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria dos EUA, elaborado pelo ISM, recuou a 60,7 em abril. Analistas previam que o dado ficasse em 65. Já os investimentos em construção no país avançaram 0,2% em março ante fevereiro, abaixo da previsão de alta de 1,8% dos analistas.

Por outro lado, o euro se fortaleceu com notícias sobre a flexibilização de viagens para a União Europeia e dados da Alemanha. Cotado em dólar, o ouro ficou mais atrativo aos detentores da divisa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta segunda-feira sobre os casos de covid-19 na Índia, e a cientista chefe do órgão multilateral, Sumya Swaminathan, disse que a vacinação no país não será suficiente para diminuir agora as infecções pela doença, já que o processo de imunização demora “algum tempo” para ter efeito sobre o alastramento do vírus.

O mercado avalia que a questão “pode sufocar a recuperação incipiente da demanda de ouro”, aponta o Commerzbank. “Isso poderia fazer com que os aumentos significativos nas importações de ouro indiano, vistos ultimamente, voltassem a ser coisa do passado”, especula o banco alemão.

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