O contrato futuro mais líquido de ouro fechou em queda de mais de 2% hoje, com o fortalecimento do dólar pesando mais que a generalizada aversão ao risco nos mercados globais, que costuma beneficiar as cotações da commodity.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantil Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para dezembro encerrou em baixa de 2,05%, a US$ 1.907,60 a onça-troy, no nível de fechamento mais baixo desde 22 de julho.

Após um longo período de fraqueza, a moeda dos Estados Unidos vem ganhando força nos últimos dias, impulsionada pelo enfraquecimento do euro e da libra, em meio aos temores de uma segunda onda de coronavírus na Europa e às incertezas decorrentes do Brexit, como é conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

“O dólar firme é como um nó ao redor do pescoço de metais preciosos e está colocando pressão sobre o ouro, apesar da crescente aversão ao risco”, explica o Commerzbank, em relatório.

A tendência negativa do metal, contudo, não muda as perspectivas da Capital Economics para o mercado. Segundo a consultoria, a política monetária expansionista em todo o mundo tende a favorecer as cotações. “Prevemos que o preço do ouro vai subir para US$ 2 mil a onça-troy no final de 2020 e US$ 2,1 mil a onça-troy no fim de 2021”, projeta.

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