O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse ser “bem vindo” o plano do G7 para a doação de 1 bilhão de doses de vacinas contra a covid-19, mas indicou que é preciso “muito mais que isso”. Em entrevista coletiva antes de se reunir com o grupo das economias mais desenvolvidas do mundo, o secretário lembrou o risco das mutações que seguem as “leis da evolução de Darwin”, sugerindo que o vírus pode “eventualmente, se tornar imune às vacinas”.

“Portanto, é do interesse de todos que todos sejam vacinados mais cedo ou mais tarde”, afirmou o português. Em sua avaliação, “infelizmente, até agora tem sido muito desigual e muito injusto o modo como a vacinação está ocorrendo no mundo”. Mas ele indicou que há sinais de melhoras no tema, como os anúncios recentes feitos pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido de que colocarão centenas de milhões de vacinas à disposição dos países em desenvolvimento em um futuro próximo.

Outro tema destacado pelo secretário no âmbito do G7, que além de EUA e Reino Unido inclui Japão, Alemanha, França, Itália e Canadá, foi o combate às mudanças climáticas. Todos os países do grupo no momento possuem planos para zerar emissões de carbono até 2050, o que Guterres descreveu como “estarmos onde devemos”.

“Mas ainda não ouvimos os compromissos para zerar emissões de muitas das economias emergentes e precisamos ter uma coalizão global”, ponderou o português. Um dos pontos destacados pelo secretário foi a necessidade de os países integrantes do G7 expressarem de uma forma mais clara como os US$ 100 bilhões prometidos em compensação para as economias em desenvolvimento em virtude da redução das emissões serão destinados.

A coletiva foi realizada em Londres, de onde Guterres parte para Cornualha, na costa britânica, onde ocorre a reunião deste ano do G7.

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