Depois de ter operado próximo à estabilidade no pregão anterior, o dólar retomou a tendência de desvalorização ante outras moedas fortes nesta quinta-feira, pressionado pela perspectiva de mais expansão fiscal nos Estados Unidos, após a posse de Joe Biden. O euro, por sua vez, ganhou força com a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que retirou de seu comunicado a menção ao monitoramento da taxa de câmbio.

Perto do fim da tarde em Nova York, o dólar cedia a 103,51 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,2169 e a libra esterlina avançava a US$ 1,3735. O índice DXY, que mede a variação da moeda dos EUA contra outras seis divisas fortes, caiu 0,38%, a 90,131 pontos.

“As esperanças de um estímulo fiscal mais forte de Washington impulsionaram os mercados de risco às custas do dólar”, afirma o analista de mercado sênior Joe Manimbo, da Western Union.

Em coletiva de imprensa na noite da quarta-feira, 20, a nova porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que o presidente dos EUA, Joe Biden, começará nos próximos dias a negociar o pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão com lideranças do Congresso. A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, por sua vez, afirmou hoje que a Casa estará pronta para aprovar a legislação na primeira semana de fevereiro.

“Os mercados estão apostando mais uma vez que o presidente Joe Biden pressionará o Congresso liderado pelos democratas a entregar um estímulo de mais de um trilhão de dólares para sustentar uma recuperação vacilante”, diz Manimbo, da Western Union.

O euro, por sua vez, foi impulsionado pela decisão de juros do BCE. A autoridade monetária não alterou sua política, mas retirou do comunicado uma frase sobre o monitoramento da taxa de câmbio. A presidente do BCE, Christine Lagarde, porém, reiterou que a apreciação da moeda única pode pressionar a inflação.

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