O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, será convocado para depor à CPI da Covid, afirmou o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). O anúncio foi feito após o senador descobrir que a CGU participou de operação em outubro do ano passado que apreendeu o celular do empresário Marconny Albernaz de Faria, que depõe nesta quarta-feira, 15, à CPI.

Marconny foi alvo do Ministério Público Federal no Pará por suspeita de receber dinheiro para influir na troca da direção do Instituto Evandro Chagas, em Belém. O órgão é vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Seu nome chegou à CPI após o MPF compartilhar o conteúdo de seu celular, apreendido na Operação Hospedeiro, com os senadores. Para Aziz, isso pode apontar para uma suposta prevaricação por parte de Rosário, já que, na interpretação do presidente da CPI, a CGU já poderia ter acesso desde outubro do ano passado às mensagens que ligam Marconny e o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e uma suposta atuação ilegal na pasta.

Um passo-a-passo que teria como objetivo, na visão da cúpula da CPI, a burla a um processo licitatório de venda de testes ao governo federal foi exibido na sessão desta quarta-feira. Integrantes da comissão resgataram mensagens trocadas entre Marconny e o ex-funcionário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ricardo Santana, em que eles conversam sobre uma “arquitetura ideal” para o processo de venda ao ministério prosseguir.

Segundo o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), essa estratégia foi enviada por Marconny a Ricardo Santana, para que ele pudesse então encaminhá-la para o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde.

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