O México anunciou nesta sexta-feira, 26, a suspensão do programa que permite a entrada de brasileiros no país sem a necessidade de emissão de visto. Em comunicado, a Secretária de Relações Exteriores mexicana afirmou que a medida ajudará a combater as redes ilícitas de tráfico de pessoas, e que a disposição entrará em vigor em 11 de dezembro de 2021.

“Como parte dos esforços do Governo do México para ordenar os fluxos migratórios e combater os abusos de redes de organizações criminosas dedicadas ao tráfico ilícito de pessoas”, foi decretado suspender temporariamente o Acordo que o país mantinha com o Brasil desde 2004, segundo a publicação. Desta forma, se determina a exigência temporária de visto mexicano no passaporte para os nacionais brasileiro que viajem ao território nacional como visitante sem autorização para o exercício de atividades remuneradas, afirma o governo local.

“A decisão se deve ao aumento dos fluxos irregulares, visto que, infelizmente, grupos criminosos lucram, com base em dolo, do interesse de cidadãos brasileiros em migrar irregularmente para os Estados Unidos através do México, sob a proteção da facilidade concedida pelo referido Acordo para fins diferentes daqueles para os quais foi originalmente estabelecido”, diz o documento. Segundo a publicação, a situação que os coloca os imigrantes em ambientes altamente vulneráveis, principalmente mulheres e crianças.

Para fluxos turísticos, culturais e de negócios, o governo mexicano concederá facilidades a quem entrar no país por via aérea, mediante o preenchimento de um formulário denominado Autorização Eletrônica de Antecipação da Viagem, que pode ser obtido no site da Secretária das Relações Exteriores e Instituto Nacional de Migração, diz o documento. Já os brasileiros que viajam por via terrestre ou marítima devem solicitar o correspondente visto físico junto às autoridades consulares mexicanas.

Segundo o governo mexicano, há trabalho em coordenação com autoridades brasileiras para promover a migração regular, e o tema será reavaliado em no máximo seis meses.

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