O investidor da B3 mantém um olhar sobre os dados de inflação dos Estados Unidos, relativos a agosto e informados no período da manhã desta terça-feira, outro na participação esperada do presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, em audiência na Câmara dos Deputados, e um outro nas afirmações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Em evento nesta manhã, o banqueiro brasileiro afirmou que a autoridade monetária não vai alterar seu plano de voo a cada número novo de alta frequência que saia. A fala sugere que, a despeito das pressões inflacionárias elevadas, a Selic pode não subir tanto quanto o mercado estima.

Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,3% em agosto ante julho, ficando abaixo do estimado por analistas (0,4%). O núcleo do CPI, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, avançou 0,1% (ante previsão de 0,3%). Na comparação anual, o CPI dos EUA subiu 5,3%, como o previsto. Já o núcleo teve ganho anual de 4%, menor do que o incremento projetado de 4,2%.

“Veio abaixo do esperado e cada vez mais joga o tapering estímulos mais para frente. Traz mais tranquilidade para a reunião do Fed da semana que vem”, diz o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus. “A fala positiva do BC sobre juros acaba tranquilizando os mercados, não somente a Bolsa”, completa. Na semana que vem, o Copom também se reúne para definir a Selic, que está hoje em 5,25%, e há pressão para avanço até mesmo superior a um ponto no mercado futuro.

Nos Estados Unidos, há certa cautela dos investidores antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que sairá na quarta-feira que vem. Apesar do dado de inflação ao consumidor menor do que o esperado em agosto, o investidor tem dúvidas quanto ao início do processo de retirada de estímulos nos EUA.

Apesar da valorização do petróleo no exterior, as ações da Petrobras caem acima de 1% após críticas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ontem, à estatal. As críticas provocaram recuo acima de 1% dos ADRs da Petrobras negociados em Nova York.

Segundo Alexandre Brito, sócio da Finacap Investimentos, o temor no mercado continua sendo de interferência política na estatal. “Afinal, o governo é o maior acionista. Há sempre esse risco, mas ontem as ações da estatal subiram bem ontem. Vale também cai -1,14%”, diz.

Além disso, o investidor avalia as palavras do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, reforçando que é preciso respeito entre os Poderes. Segundo ele, o “negacionismo covid foi um problema macabro, gerou muitos problemas.”

Em contrapartida o petróleo sobe moderadamente no exterior, enquanto o minério de ferro voltou a cair na China, pesando nas ações do segmento na Bolsa e inclusive no Ibovespa, limitando o índice de definir tendência.

Às 11h13, o Ibovespa subia 0,16%, aos 116.585,71 pontos, vindo de uma mínima aos 116.271,31 pontos e de máxima aos 117.269,82 pontos.

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