Cingapura e Hong Kong decidiram adiar por pelo menos duas semanas a operação da primeira “bolha de viagens” planejada para impulsionar o turismo entre as duas cidades, dado o crescimento nas infecções por coronavírus em Hong Kong. A informação veio do ministro do Comércio e Desenvolvimento Econômico de Hong Kong, Edward Yau, durante entrevista coletiva neste sábado. A cidade relatou novos 43 casos da doença hoje em relação à sexta-feira, sendo 13 deles de infecções não rastreáveis.

O modelo de “bolha de viagens” faz parte de um acordo que vai permitir trânsito livre entre as duas cidades, sem a necessidade de quarentena, desde que os turistas realizem testes de diagnóstico de covid-19 antes e depois das viagens e sigam nos voos designados. Contudo, havia um consenso de que essa campanha seria adiada se o número de infecções locais não rastreáveis em alguma das cidades excedesse cinco em uma média móvel de sete dias, o que vem quase acontecendo em Hong Kong, onde a média atual é de quase quatro.

“Para que qualquer esquema seja bem-sucedido, eles devem cumprir a condição de garantir a saúde pública e também se certificar de que ambos os lados se sintam confortáveis ??e seguros com o esquema”, disse Yau. “À luz da situação em Hong Kong, acho que é a maneira responsável de deixar isso de lado por um tempo e então relançar em um momento adequado.”

Já o ministro dos transportes de Cingapura, Ong Ye Kung, disse em uma publicação na sua rede social que o adiamento é um “lembrete sóbrio de que o vírus da covid-19 ainda está entre nós”. E acrescentou: “Posso entender perfeitamente a decepção e frustração dos viajantes que planejaram suas viagens. Mas achamos que é melhor adiar, do ponto de vista da saúde pública.”

Antes do anúncio do adiamento, o governo de Cingapura chegou a dizer que os turistas que chegassem de Hong Kong através da bolha seriam obrigados a fazer um teste de coronavírus na chegada. Antes, apenas as pessoas que chegavam a Hong Kong deveriam ser testadas.

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