O ministro da Economia, Paulo Guedes, procurou, no evento online “Painel Tele Brasil 2020” afastar rumores sobre desentendimentos entre ele e o presidente Jair Bolsonaro em relação ao Renda Brasil. Depois de afirmar que o “cartão vermelho” do presidente não foi para ele, Guedes disse que estava com Bolsonaro no momento da gravação do vídeo que foi publicado nas redes sociais do presidente, em que ele “enterrou” o novo programa.

“Prestem atenção aos sinais. Toda informação tem sinal e barulho. Mas não presta atenção no barulho, presta atenção no sinal. O sinal é que as reformas estão progredindo, a economia está voltando. O presidente diz que não conhece a economia e confia no ministro da Economia. O presidente diz que eu não entendo nada de política, parece que eu não entendo mesmo. Mas eu confio na intuição política do presidente. Prestem atenção aos sinais e não na barulheira. A democracia é barulhenta mesmo, mas preferimos o barulho da democracia do que o silêncio do sistema político fechado”, destacou o ministro.

Mais cedo, o presidente publicou no Facebook um vídeo em que disse que merecia “cartão vermelho” quem sugere congelar aposentadorias. “Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, afirmou hoje Bolsonaro, no vídeo.

Guedes argumentou que Bolsonaro tinha direito a essa resposta política, uma vez que “que fazem politicagem” sobre estudos do governo.

Durante a palestra no evento, o ministro afirmou que as manchetes de veículos de imprensa desta terça-feira, 15, distorceram a informação, sugerindo que Bolsonaro queria tirar dos pobres para dar para os mais pobres ao desvincular o salário mínimo de benefícios previdenciários para financiar o Renda Brasil.

Segundo o ministro, a proposta em estudo no ministério é a desindexação de todas as despesas, no âmbito da PEC do pacto federativo, para devolver o controle do orçamento aos governantes.

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