O dólar segue em alta de mais de 2% no mercado à vista, na casa dos R$ 5,51 há pouco. O responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem, afirma que o exterior negativo ajuda, mas o “exagero” da alta responde à política intervencionista do presidente Jair Bolsonaro na Petrobras e ameaças a outras empresas, como Eletrobras e Banco do Brasil, além da percepção de desgaste do ministro da Economia, Paulo Guedes, o que causa medo nos investidores nacionais e estrangeiros.

“Piora ainda mais a imagem do presidente aqui e no exterior e a economia do país tende a ser ainda mais prejudicada também pela falta de controle da covid-19, ausência de uma política clara de vacinação, compra de vacinas não estão avançando e começa a ter lockdown na Bahia e interior de São Paulo”, comenta a fonte. “O Peru comprou mais vacinas do que o Brasil, isso mostra desorganização grande do governo Bolsonaro”, afirma.

“Guedes parece cada vez mais cansado, desgastado, se não rolarem as reformas, tende a sair porque não conseguiu entregar muita coisa até agora”, avalia Nagem.

Para o profissional, a votação do auxílio emergencial poderá enterrar Guedes em um buraco ainda mais fundo e a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) mantida por Congresso foi derrota para Bolsonaro.

Às 10h12, o dólar á vista subia 2,44%, a R$ 5,5162. O dólar para março ganhava 2,47%, a R$ 5,5180.

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